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Wednesday, November 28, 2012

e la nave va

























caminhei alguns calvários
tive tristeza alegria
desafios desenganos
porém nada permanente
quando a vida vira a página
quando amanhece de novo
o que deve ser será
vive-se

um olhar
um outro canto
o choro outras palavras
eu deixo a porta sem trava
se um amor quiser partir
outro por certo virá
é a vida seu compasso
a medida do possível

eu sorvo cada momento
eu bebo cada gotinha
eu choro rio padeço
repenso minhas fraquezas
aliso as marcas do tempo
deixo a vida dar os passos
voe ou rasteje
prossigo

sofres eu sofro junto
alegro-me quando te alegras
sou aquela caravela
que em plena calmaria
encontrou um outro rumo

se a bonança acabar
voltarem o vento a chuva
um dia chega o estio
:
haverá amanhãs

 

(líria porto)

 

 


Saturday, July 23, 2011

2 Poemas de Alento e Desesperança


La Nave Va


conheci alguns calvários
alguns desertos oásis
tive tristeza alegrias
desafios desenganos
porém nada permanente
quando a vida vira a página
quando amanhece de novo
o que deve ser
vive-se

um olhar
um outro canto
o choro outras palavras
eu deixo a porta sem trava
se o amor quiser partir
outro por certo virá
é a vida seu compasso
a medida do possível

eu sorvo cada momento
eu bebo cada gotinha
eu choro rio padeço
repenso minhas fraquezas
aliso as marcas do tempo
deixo a vida dar os passos
voe ou rasteje
prossigo

sofres eu sofro junto
alegro-me quando te alegras
sou aquela caravela
que em plena calmaria
encontrou um norte
um rumo

se a bonança acabar
voltarem o vento e a chuva
um dia chega o estio
:
haverá amanhãs




















(Líria Porto, Araguari, Minas)



Sobre.aviso


Se, de fato, é o meu amor que queres
Abrace com intimidade as simples coisas
Não precisas deixar que dobrem os sinos
Anúncios podem assustar um frágil coração
E quanto a mim...
Se ficar escuro, só preciso encontrar tua mão.

Se pular em precipícios é o que me fere
Resistirei aos delírios com toda minha força
Não acenderei fogos que sejam de artifícios
Águas calmas também movem uma paixão
E quanto a ti...
Só me dê beijos que não me deixem dizer não.


























Adriana Araújo
(São Luís do Maranhão)


A Música Que Toca Sem Parar:
de Mongol e Oswaldo Montenegro, Como se Estivesse Fora, na voz de José Alexandre.

Me diz como é que faz
Finge que eu cheguei agora
Finge que eu não sei do engano, ah!...
Finge que eu não vi
Me fala sobre mim
Como se eu estivesse fora
Mostra a foto do outro ano,é
Finge que eu não vi
Me roubei da estrela
e é como se eu fosse a luz e ela eu
Vim banhado em cor e a estrela
É o que eu fui e ainda sou em ti
E aí dói tanto vê-la
Como dói hoje olhar pra estrela
Que eu marquei em ti



Wednesday, December 8, 2010

Tertulianos II (Líria Porto)











Respingos

e quando a chuva caía
eu ia com a enxurrada
ia beirando a calçada
descia junto com a flor
e ria a risada d'água
aquela alegria d'água
brincava que era a flor
mas depois sentia frio
lembrava-me então do rio
da flor que o rio levou
e os meus olhos choviam
eu era como a enxurrada
fui ficando poça d'água
que o tempo choveu
chorou


Insônia

a boca escancarada da noite
os urros do silêncio
as teclas mudas

não tilintam os cristais
não estilhaçam a vidraça
os amantes não sussurram
não há sinos de igreja
o mundo acabou
o relógio dorme
o tempo não passa

onde estão os latidos
os galos os gritos
os olhos do sol?

na cama imensa
o corpo exausto
o vazio da tua ausência
e os mil anos dessa noite
que me engole
que me vomita

líria porto - nasceu em outubro de 45 em araguari - triângulo mineiro - mora em belo horizonte.
dois livros publicados em portugal - borboleta desfolhada e de lua - tem poemas nas agendas da tribo (2009/2010/2011) e espalhados em vários sites da internet .


A Música Que Toca Sem Parar:

porque sei que Líria Porto gosta de escutá-lo, Renato Braz... e a delicada Anabela, composição de Mário Gil e Paulo César Pinheiro.

Saturday, December 19, 2009

dos lírios de líria...


.
perdulário

amanhã será hoje
e hoje passado
(ter-se-á esgotado
o tempo de viver)

) quem joga vida fora
não sabe a importância
do agora (

**

lembranças

quando amanhã for ontem
esperanças serão acervo


(líria porto)