Wednesday, March 16, 2011

Os Jetsons: relembre as tecnologias e veja o que é realidade

















Fonte: www.terra.com.br


Quem nunca se imaginou vivendo em cidades aéreas, dirigindo carros voadores e tendo uma empregada-robô para servir e limpar a casa? Se essa visão de futuro está no imaginário das pessoas, muito se deve a Os Jetsons, clássico desenho animado da Hanna-Barbera que mexe com a imaginação de toda uma geração há décadas.

Assista a episódios de Os Jetsons no Terra TV.

Estamos na metade do caminho do futuro imaginado por Os Jetsons. Toda a ação da série, produzida pela primeira vez entre 1962 e 1963, com uma segunda versão entre 1985 e 1987, se passa no distante ano de 2062. Quase 50 anos depois da mais famosa família do futuro chegar à TV, e faltando cerca de 50 anos para chegarmos à época em que vivem George, Jane, Judy, Elroy, Rosie e Astro, o que será que deu certo, o que foi superado e o que ainda podemos ver daqui pra frente na tecnologia imaginada pelos produtores do desenho?

Em entrevista ao Terra, Bob Hathcock, produtor da segunda versão da série na década de 80 e filho de Jerry Hathcock, produtor do desenho original na década de 60, disse que acredita que os escritores responsáveis por pensar na tecnologia usada em Os Jetsons não estavam tentando ser videntes ao mostrar a forma que as pessoas viveriam em 2062. "Eles estavam apenas tentando ser engraçados. Era uma espécie de Os Flintstones ao contrário", afirma.

A verdade é que muitas coisas que usamos e consideramos banais hoje em dia já haviam sido imaginadas há 50 anos não por técnicos em informática ou engenheiros, mas por profissionais de desenho animado. As videoconferências são um exemplo. Tão comuns quanto falar ao telefone, reuniões por vídeo entre filiais de empresas ou conversa entre amigos pelo Skype acontecem o tempo todo. Não precisaremos esperar até 2062 para ver cenas como o senhor Spacely conversando com George se tornando reais. E para quem não lembra, os "videofones", como eram chamados no programa, foram um prenúncio da era da mobilidade em que vivemos hoje, com videochamadas sendo feitas até pelo relógio de pulso.

Se por um lado esse tipo de situação já chegou, por outro ainda temos mais 50 anos pela frente para colocar em prática outros hábitos da família do futuro. Quer ter uma empregada-robô em casa? Hoje, em lojas de varejo, é difícil que você encontre uma Rosie para vender. Mas as pesquisas em robótica avançam a passos largos, e pesquisas com robôs humanoides capazes de realizar tarefas domésticas já estão em desenvolvimento. Só para citar um exemplo, pesquisadores sul-coreanos criaram um robô capaz de fazer a limpeza da casa, colocar a roupa na máquina de lavar e esquentar a comida no microondas. Robôs como o Mahru-Z, ou até mesmo como Rosie, aparecem a todo momento em feiras de robótica e em centros de pesquisa, mas sua fabricação em série, por enquanto, é inviável. Quem sabe daqui a 50 anos?

Futuro aéreo ainda é distante
Mas há muita coisa no desenho que estamos a uma distância gigantesca de alcançar. Tudo em Os Jetsons parece querer ficar no espaço. Os carros, as casas e até mesmo as partidas de golfe são mostrados no ar. "No final dos anos 50 e a maior parte dos anos 60 estávamos na época da corrida espacial e nós pensávamos que todas as coisas maravilhosas que estavámos ouvindo falar viriam a acontecer. As coisas nem sempre acontecem como você pensa. As pessoas comuns não vislumbraram a internet do jeito que ela é e o quanto ela assumiu as nossas vidas, mas achávamos que haveria aviões pessoais e edifícios flutuantes", diz Hathcock.

Nesse tempo que separa Os Jetsons do mundo que vivemos parece que o ser humano aprendeu a manter os pés no chão. Ainda damos passos pelas ruas e as rodas dos nossos carros seguem girando firmes no solo, e tudo indica que vai continuar assim por alguns anos. Protótipos de "carros voadores" até aparecem, mas mais se parecem com aviões do que com os veículos compactos que voam pelos céus de Orbit City no mundo dos Jetsons. Mesmo que o Pentágono tenha lançado um programa no ano passado querendo testar protótipos até 2015, é muito incerto pensar em um modelo desses pelas ruas - ou pelos ares - até 2062.

Futuro que já é passado
Mas o que é mais divertido pensar em Os Jetsons é no que era para ser futuro e virou passado muito tempo antes. Meio século antes de chegarmos à época em que se passa o desenho, já vivemos em um mundo em que buscamos informações em alta velocidade tocando em telas - enquanto a modernidade do desenho está cercada de botões.

Em oposição a objetos ultramodernos que talvez nunca saiam do campo das ideias, exemplos de projetos de futuro deles que já ficaram no nosso passado não faltam. Enquanto no desenho uma máquina preparava uma refeição completa em uma cápsula pressionando um botão, os funcionários das empresas do mundo Jetsons ainda batiam ponto com cartão-ponto (o que muita gente que vive na época dos crachás com chips nem deve conhecer). Da mesma forma, enquanto um avatar fazia o exercício matinal por George ou as pessoas conseguiam passar objetos pela tela da TV, os estudantes ainda consultavam informações em enciclopédias na série.

"Sei que as pessoas acham legal que um monte de coisas no programa se tornou realidade. Mas eu estou mais impressionado com a maneira como as coisas são diferentes do que o show tinha previsto", afirma Hathcock. Para o produtor, quando os robôs pessoais ou outros avanços em hardware chegarem as pessoas não vão se impressionar tanto, pois já é uma realidade com que elas estão acostumadas. Mas será que Hathcock, anos depois de ter trabalhado na séria, ainda arrisca o que poderia nos impressionar em 2062? "As maiores mudanças serão na bioengenharia e geoengenharia. Se nós pudermos viver o suficiente para vê-las será muito legal."

19 comments:

Batom e poesias said...

Oi Roberto
Acho que o humor é um grande mote criador.
Toda vez que vejo alguém falando ao celular, me lembro do Agente 86 e seu sapatofone.
:)

Passei para matar saudades.
bjs

Rossana

Primeira Pessoa said...

rossana,

vez em quando lembro-me do computador do batman (aquele em preto e branco... voc6e nao deve ser desse tempo...rs).

tempos quase modernos, como diria capinam.

abração do

roberto.

Fanzine Episódio Cultural said...

COMO PARTICIPAR NAS EDIÇÕES DO EPISÓDIO CULTURAL?
O Fanzine Episódio Cultural é uma publicação bimestral sem fins lucrativos, distribuído na região sul de Minas Gerais, São Paulo (capital), Belo Horizonte e Salvador-BA. Para participar basta mandar um artigo: poema, um conto, matérias (esporte, arte, sociedade, curiosidades, artesanato, artes plásticas, turismo, biografias, sinopses de livros e filmes, curiosidades, folclore, moda, saúde, esporte, artes cênicas, biografias, etc.) em Times Roman 12.

Mande em anexo uma foto pessoal para que seja publicada juntamente com a matéria. Se desejar, você pode enviar uma imagem correspondente ao assunto abordado. Caso o artigo não seja de sua autoria, favor informar a fonte.

PARA ENTRAR COM CARLOS (Editor)
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1464676950&ref=profile
machadocultural@gmail.com
http://www.fanzineepisodiocultural.blogspot.com

Fatima said...

E eu que pensava que celular onde a gente via a pessoa com com a gente conversava na tela ia demorar.
Tô ficando velha mesmo!
Bjs.

Primeira Pessoa said...

eu fiquei impressionado mesmo foi com o fax, fátima.
depois do fax, começo a acreditar que somos os próximos jetsons.

abração,
r.

Primeira Pessoa said...

ta dado o seu recado, carlos.

Assis Freitas said...

nada me assusta mais que o computador, bichinho filho da p... tudo ele guarda e não esquece, neguinho formata e desformata, mas tem um cantinho que o X9 não deleta. Se tem um segredo nunca conte para um PC - lembra a associação com o PC real - ou melhor nunca digite em um Pc, eita bichinho dedo-duro sô,

abraço

Primeira Pessoa said...

a experiência com Pcs não é das melhores, né assis?

há um trempo atrás, um vírus carcomeu o servidor do jornal e perdi 20 anos de crônicas.

não se pode confiar em PCs.
tu o farias?

abs,
r.

Tania regina Contreiras said...

Ah, tem muito por vir que, certamente, não vou ver... Mas já vi o suficiente para me assustar quando olho pra trás. O mundo mudou, nossa!!! E o diacho é que dentro da gente tem coisa lá do passado igualzinha como sempre foi...rs
Beijos, Roberto

Jorge Pimenta said...

os jetsons? hum, é curioso, sempre preferi os flintstones :)
para além do charme da pedra, a betty era uma beleza :); acrescento que, ao vê-los, sentia-me assim como que personagem do espaço 1999 - que assistia na década de 80 :)
um abraço, amigo mineiro!

Primeira Pessoa said...

a betty era um pitéu, jorgíssimo. e a wilma não era de se jogar fora... rs
mas eram muito modernos, os flinstones.

como moderno é você, cidadão do mundo locado na Cidade dos Arcebispos.

abraço neste abrir de primavera desde New Jersey, do

roberto.

Primeira Pessoa said...

taninha, mas mudou de mais da conta. o lance é que o trem passa tão rápido que a gente acaba nào se dando conta.

mas que "dimudô" muito, não tenho dúvida.

diferençô demais.

beijão do

roberto.

Zélia Guardiano said...

Roberto amigo

Se eu lhe disser que um dia fiquei impressionadíssima com uma coisa [ moderna ]chamada caneta esferográfica, você jura que não conta pra ninguém?

Abraço da
Zélia

líria porto said...

te leio lá, releio aqui - sodade de ocê...
besos

Primeira Pessoa said...

líria,
eu te leio em todo canto, aonde você estiver, meus olhos te procuram, sempre.

beijão,

r.

Primeira Pessoa said...

zélia, meu pai me contou uma história muito legal de quando ele era menino, no interior do interior de minas (década de 40), eles nunca tinham visto um instrumento musical e apareceu por lá um sanfoneiro.
descuidado ao descer do cavalo, a sanfona escapuliu-lhe da mão, abrindo o fole, saindo aquele sonzão de lá...
a meninada fugiu pro mato com o barulho...

doido, né?

beijão,
r.

Milene Souto said...

Eu adorava esse desenho dos Jetsons. Muito legal a sua crônica, beijos

Primeira Pessoa said...

de vez em quando vejo os jetsons nestes canais nostálgicos da tv americana, milene.
e fico de boca aberta vendo que já estamos com mais da metade do caminho devidamente caminhado.

como diria o capinam, tempos quase modernos.

abração do

roberto.

Raíz said...

Roberto, meu mano!

Eu já pensava que atualmente viveríamos assim como os Jetsons. Descer de aeronave na minha sala no nono andar foi um sonho. Quam sabe um dia chegaremos lá com guerra nuclear e tudo.

Beijos

Mirze