Tuesday, July 17, 2012

Pode Ser... Pode Ser....




Quando estamos tristes, tudo fica pior.
É como quando estamos com um dedo do pé machucado e temos aquela impressão de que sempre o estamos batendo pelos cantos por onde passamos.
O que não percebemos é que sempre o batemos pelos cantos, pelas quinas.
Desde que nascemos e aprendemos a caminhar que o esbarramos por quinas e cantos, mas nada sentimos porque ele só dói – de fato - quando está realmente machucado.
E não estamos com o dedinho do pé machucado, sempre. Estamos?
Quando estamos nesses dias plúmbeos em que o corpo inteiro se transforma num grande dedinho machucado, ficamos expostos demais, sensíveis demais, fragilizados demais.
Um engarrafamento no trânsito torna-se uma calamidade de proporções tsunâmicas, a derrota do time de coração trucida tanto quanto a perda de um ente querido, e por aí vai.
Só dói quando eu respiro, posso afirmar. Por isso tento aprender a respirar mais miudinho.
Ando meio assim ultimamente, de braço dado com a tristeza, enamorado dela, mas pensando numa possibilidade de fugir do altar.
Dona Tristeza que fique solteira!
Meu médico falou em depressão. Recusei o diagnóstico.
Depressão é coisa de bacana. Ando triste. E pronto.
E não adianta culpar a descoberta de que Obama não é Superman, que os impostos aumentaram e as benesses escassearam, que o verão está sendo um arremedo ou que ganhamos mais uma nova ruga e acumulamos tantos fios brancos entre os cabelos que restaram.
Não tem jeito.
Às vezes penso que nascemos com esse gen da dor, e que passamos a vida inteira tentando dar-lhe um nó.
Inventamos paixões, as transmutamos em amor, fazemos filhos, depositamos neles a esperanças de que sejam tudo aquilo que jamais seremos, devoramos livros, viajamos pelo mundo, pregamos diplomas na parede, nos empanturramos de lagosta e vinho.
Quando não dá para tanto, mastigamos couve e arrotamos caviar.
Tudo para driblar o gen da dor. Nem sempre conseguimos, obviamente.
Quem não tem o suficiente para pagar o analista – ou não acredita nisto -, tenta arranjar uma comadre.
Conversar faz bem, eu sei. Mas anda cada vez mais difícil encontrar alguém que nos escute mais do que tenha para dizer.
Hoje em dia todo mundo tem tanto a dizer... E nem tudo nos faz sentido.
Terei me tornado egoístas demais?
Na falta de grana pro analista ou de uma comadre para chorar em seu colo, dei de falar sozinho ultimamente. Mas nem eu mesmo tenho tido paciência para tantas lamentações.
Religião, não. Obrigado.
Deus deve estar com a agenda cheia. E a fila é enorme.
E, pegar fila é outra coisa que deprime qualquer cristão. Mesmo cristãos não tão cristãos assim, como esse do dedinho machucado que batuca no teclado deste computador.
Reaprendo na marra, a‘catilografar’ com o dedo indicador.
E assim termino mais um texto.
E assim eu venço mais um dia.
Pode ser que amanhã já não doa tanto.
Pode ser até que já não doa mais.



.

44 comments:

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) said...
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Lua Nova said...

É o que te desejo do fundo do meu coração bipolar, meu caríssimo Roberto, que amanhã já não doa tanto...que amanhã já nem doa mais!
Beijokas com afeto.

Adriana Aleixo said...

Ei, Beto!

Penso como você, ela faz parte da gente... e penso como o Fernando Pessoa também: "é preciso uma prodigiosa inteligência e uma sensibilidade aguçada para sentir medo ante um dia escuro, a maioria das pessoas só percebe a chuva quando ela lhe cai sobre os ombros."

Um beijo!

Tania regina Contreiras said...

Hum...se precisares de uma boa escuta, ói eu aqui! rs
Te escutar é sempre bom...
Beijos

gagau said...

É o que desejo do fundico do meu coração que não esteja doendo mais..um belo texto,parabéns meu irmãozinho..ah e não se esqueça tens um ombro amigo de um verdadeiro amigo. bjs no teu coração GAGAU

Dois Rios said...

Não fosse a dor, Roberto, só me caberiam encantos com a tua escrita. Mas sabemos que nao é assim; pelo contrário. Falar de dor cabe tudo, menos encanto. O que sei é que disseste tanto do que as vezes me passa, que eu, nesses dias de namoro com a tristeza, me cobriria com as tuas palavras, cuidando de deixar o dedinho do lado de fora, no afã de que alguém percebesse o machucado.
===
"se a dor fosse só a carne do dedo
que se esfrega na parede de pedra 
para doer doer doer visível
doer penalizante
doer com lágrimas

se ao menos esta dor sangrasse."

Renata Pallottini/O Grito

Beijo,
Inês 

Primeira Pessoa said...

inês,
você é uma das pessoas que mais me incentivaram no início dessa aventura pelo blogosfera e tornou-se uma amiga querida, pra sempre.
acho o seu blog um dos espaços mais "refrescantes" e inteligentes da net.


só não elogio mais, porque meu time venceu fora de casa e eu abusei, apesar de já não estar bento.

deixo um afago procê.

beijão do

r.

Primeira Pessoa said...

gagau,
em outubro você vai me ajudar em bh e gv. vai virar contra-regra... rs

beijão do

r.

Primeira Pessoa said...

taninha,
a croniqueta é veia.
mas nosso amor de irmãos é de ontem, de hoje e de sempre.


sinto a sua falta. volta logo.

beijão do

r.

Primeira Pessoa said...

adriana,
essa tristeza boa é meio unhas, meio calcanhar...
driblá-la, é matar a charada.


é muito bom te ver por aqui.

beijão,

r.

Primeira Pessoa said...

lua nova,
como diria aquele sambinho véioo, amanhã, será outro dia.
fui.
fomos.

certo?

beijo grande e a admiração do


r.

Janice Adja said...

Com este texto acho que você não anda triste.
Beijos!

mestres com edu said...

Ei, Beto!

Passando para lhe desejar uma boa noite. Quando vier ao Brasil, sobretudo em BH, me avise...
Espero que a dor tenha passado.

Beijo e carinho!

P.S. A noite foi favorável para nossos times.

Adriana Aleixo said...

Ei, Beto!
Fui eu quem postou essa mensagem às OO:09(mestres com edu), é que meu filho do meio, o Eduardo, sempre mexe no meu computador e desatualiza o meu perfil.

Abraço e ternura...

Primeira Pessoa said...

ah,
tá explicado então, adriana.
e eu ja achando que tinha um eduardo entre os meus amigos... beijos...
em outubro vou reunir toda a turma em bh pro lançamento de "meninos de são raimundo", escrito em parceria coim bispo filho e você será mais que bem vinda.

afeto retribuído.


beijão do

r.

Primeira Pessoa said...

janivce,
não que eu esteja uma brastemp, mas to vivo e com saúde.

já é um bom começo, n
né?


beijão do


r.

Linda Simões said...

Roberto,

Se a crônica é velha,a leitura é nova.
É,tudo que você escreveu é tão real,tão palpável...
E com o tempo, fingimos que não dói o que nunca parou de sangrar...

Um abraço de comadre

Verso Aberto said...

se te ler é tão bom
te escutar deve ser melhor ainda

entro na fila dos ouvidos rrsrrs

(deixa o rock bem baixinho
mas não desliga o rádio, viu?)

abração mano

Tati said...

Ei, Primeira! Não se grile com a tristeza - ela não é ponto de partida nem lugar destino. É só uma ponte com paisagem obscura. Aponte o dedo pra frente e atravesse sorrindo - estamos sempre de passagem pela loucura. Hope u get better!

Primeira Pessoa said...

tati,
tristeza é como dia de chuva. qualquer hora, o sol brilha novamente.
de certa forma, é até bom, pra gente aprender a valorizar os bons momentos, os dias de paz.

i'm better already... i guess... rs

beijão do

roberto.

Primeira Pessoa said...

marquim, meu príncipe,
eu me lembro sempre dos nossos encontros dominicais, nossas saídas noturnas, a novidade das moças, a poesia, a cerveja, a incerteza...

lembro-me sempre com muita saudade de você.

beijão do seu irmão,

r.

Adriana Riess Karnal said...

dizem as más línguas que o maior medo é o de ser feliz. entao estamos sempre batendo o mesmo dedinho, raspando nas mesmas quinas. até a gente aprender. um dia a gente aprende. seus textos sao tbm refrescantes como vc disse antes.

Luciana Marinho said...

mesmo escrevendo sobre tristeza, teu texto é encantador: encanta dor. já tinha vindo lê-lo, mas meu dedinho machacado calou minha mão e fui embora silenciosamente.

e isso de aprender a respirar miudinho e fugir do altar ficou muito bom ^^

beijão, roberto!

juliana kalid said...

essas tentativas frustradas de dar um nó no gen da dor acabavam sempre me doendo um tanto! pois ultimamente dei um passo atrás nas pretensões e decidi tentar me esquivar daqueles nós que o gen da dor também teima em querer dar em mim... vez ou outra até funciona, sabe?! rs.

p.s.: fiquei encantada com a tua escrita e cada um dos silêncios que ela carrega. encantada!

grande abraço

Primeira Pessoa said...

Luciana,
no último grande festival de música realizado no brasil, em 1979, na extinta tv tupi, caetano (quando eu ainda o admirava e ele era músico/compositor/cantor e não um marqueteiro qualquer....rs) cantou uma música de (e dele???) jorge benjor (que também ainda não era benjor... era jorge ben) que se chamava Dona Culpa Ficou Solteira....
caetano saiu vaiado do palco, e eu fiquei sem entender... mas guardei dali a lembrança do episódio e do refrão.
fagner ganharia aquele festival com a maravilhos Quem Me Levará Sou Eu, de Dominguinhos e Manduka.

e guardo, também, esse tantão de afeto por você.

beijo grande do

r.

Primeira Pessoa said...

juliana,
a vida dá os seus nós e nós os desatamos na medida do possível.
esse periodinho anda meio cacete, meio chato, "dificultoso" pra mim, mas passará... como tudo, e como eu próprio...
não importa o tamanho da tempestade, da tormenta.... aprendi que o sol volta sempre a brilhar.

seja bem vinda, abração do

r.

Sílc said...

Roberto lembra daquele desenho: "oh! céus, oh! vida, oh! dor...”?
Espero que teu dedinho já esteja melhor meu amigo. Quando escreve: "-Conversar faz bem, eu sei. Mas anda cada vez mais difícil encontrar alguém que nos escute mais do que tenha para dizer... Terei me tornado egoísta demais?”.
Por isso não há como fugir da Terapia! Viva Dr. Léo Cardon, meu terapeuta!
Identifico-me com 'um tudo' dessa crônica, pois realmente passei por um imenso tsunami nos últimos cinco anos. Mas de alguma forma sobrevivi, sigo em frente sabe tipo 'um dia de cada vez' já tá de bom tamanho?! No dia 23/07, segunda passada, espero ter encerrado esse ciclo de 'espada sobre a cabeça'. Que a paz, mesmo que seja temporária, fique lá e venha para cá. Por agora me sinto uns quilos mais leves de ansiedades contínuas, apesar de o corpo ainda gritar e a dor estar em cada movimento. Um cansaço que não acaba. Mas como diz a canção "vai passar..." não é não?!Tirando a 'lente cor de rosa' mas absorvendo o bom passo para voc~e algo que gostei:
"Vivemos a vida; desde bebés, com os nossos pais, quando crescemos, estando sozinhos, ou acompanhados a iniciar e fechar ciclos que a vida quase que nos impige a percorre-los e depois volta a quase impigir que deixemos de percorrê-los. As vezes iniciar esses ciclos é um prazer, outras vezes é contrariedade. O mesmo acontece no fechar dos mesmos. Mas hoje posso dizer que penso ter fechado (e não só ...eu, um "nós" muito primitivo) um desses ciclos, que foi aberto com contrariedade, mas fechado com a paz necessária para iniciar um novo. O mais importante é aprendermos com cada ciclo, cada um da forma que o viveu, para reiniciar um novo e melhor. E assim crescermos como pessoas, como grupo.Temos que ser otimistas! Sinto que hoje é um novo dia, como tantos outros, mas especial para "nós". E eu sei que vocês sabem quem faz parte desse "nós" e o quanto são importantes para mim e por isso foi bom sentir que "juntos" encerramos esse ciclo e estamos prontos para inicar um novo, com um "nós" diferente, cada um iniciará o seu. Mas eles acabarão sempre por se tocar em algum momento porque há um "eu", que é o resultado desse "nós" ter existido e ter percorrido tantos ciclos."
Beijos com carinho e cheirinho das águas da prainha do Xuá.
Sílvia

Luiza Maciel Nogueira said...

que crônica linda, inteligente, uma das melhore que jà li. Já dizia Vinicius "tristeza não tem fim, felicidade sim".

grande beijo!

assis freitas said...

Broda você me lembrou este samba de Aldir e Bosco:


Beguine Dodói

Olha, meu bem, o que restou
Daquele grande herói
Sem teu amor, enlouqueci e ando dodói
Como Tarzan depois da gripe,
De emplastro sabiá
Sempre zanzando nos botequins
Eu vou me acabar
Espremo cravos defronte ao espelho
Lembrando você
Faço novena, tomo gemada
Ah, não dá mais!
Julio Lousada que me socorra
Nessa aflição mortal
Maracujina já não resolve
Ao recordar
Meias fumê, ligas vermelhas e um olhar fatal
Minha Dalila, volta depressa
Que o teu Sansão tá mal...





abração

Jorge Pimenta said...

robertílimo, meu primeiríssimo amigo,
tenho aqui um par de braços do tamanho do douro e uma voz de cana rachada que, ainda assim, sabe entoar zeca afonso, godinho e trovante. não cozinho nada de especial, mas sei de uma alheira de caça e de um presuntinho transmontano de chorar por mais. não sou de longas falas (e fábulas), mas sei abraçar ao som do coração. o mais? apenas o sorriso dos reencontros. sabes onde estou e onde te quero estar. como diria o represas: "ai, saudades!!!"

abraço, querido amigo!

Adri Aleixo said...

Ei, Beto! Tudo bem? Saudades!
Beijo dos grandes!

Anonymous said...

Olá, Roberto, poxa, to sentindo tua falta, dia desses fui te procurar no Facebook, e, nossa, tinha sumido, nem deu um alô.
Olha, cara, vim aqui te buscar e me deparei com essa maravilha de crônica. Parece que vc arrancou, arrancou não, que vc exorcizou a mesma dorzinha (dorzona), dorzinhona, rs, que sinto, e , nossa, com a maestria de não nos deprimir, com a sutileza, com a leveza até, dos cronistas, que diferente dos poetas, têm um pé no objetivo. Linda , tocante tua crônica. Parabéns, e estou aqui , meu amigo, e escreva, sempre, ok, escrever faz o dedinho parar de doer. Abração, cara.

Fernando Campanella

Caroline Godtbil said...

A sensibilidade cobra seu preço e por tudo que li em seu blog, a sua é daquelas bem caras... Não vou te enganar: não é mole ter a alma à flor da pele. Ela costuma doer, arder, "garrá aflição" como "d'aqui àquela paia"... mas acredito no que diz o poeta: tudo vale a pena se a alma não é pequena!
Beijo.
Sigo contigo... sei que valerá muito a pena.

Tanara Adriano said...

Querido, dores nós sempre vamos sentir.. mas devemos pesar por quem vale a pena e até quando vale a pena alimentar esta dor.

De fato, uma crônica e tanto!

Eu mudei de blog (agora é o Cofffe and Cigarretes) e como vce me seguia no outro, adoraria se me desse a honra de seguir o meu novo cantinho.

No mais, percebo que moras fora.. irei aos EUA final do ano, mas meu destino é NY. Qualquer coisa, poderemos marcar de tomar um café e discutir leitura. (: Tudo de bom caro amigo!

líria porto said...

ou - tomaste chá de sumiço??? o polvo quer saber - donde you, baby????
besos

Primeira Pessoa said...

Lírica,
aqui estou, esse caquinho de gente, tentando vencer minhas pequenezas, tentando manter a cabeça pra fora da água.
Retomo o blog, hoje e é simbólico, porque representa também uma retomada de vida.
Precisança de me ser, eu diria.

Abraço você com o carinho de sempre.

R.

Primeira Pessoa said...

Tanara,
pó dexá que apareço no seu blog e me alisto entre os seus amigos.

Fico feliz que a crônica tenha agradado.

Abração do

Roberto.

Primeira Pessoa said...

Caroline,
como disse um dia o nosso João Guimarães Rosa, "viver é muito perigoso". mas a comprensão, o afeto e a solidariedade fazem a diferença.


Sigamos juntos, então.

Abraço grande do

R.

Primeira Pessoa said...

fernando campanella, amigo querido, moço que olha bonito a vida e que faz as melhores fotos que eu conheço.

saí do face, sim. eu tava virando uma criatura virtual, e me esquecendo de que sou esse amontoado de erros, defeitos, precariedades, deficiências... esse tantão de carne, osso e emoção, e uma ou outra pequena virtude.

saudades de você. em outubro nos vemos aí, né?

beijão do

roberto.

Primeira Pessoa said...

Adriana,
tâmo de volta ao blog e à vida.
vou voltar a postar, nem que seja poemas de gente que admiro e gosto de ler.

beijào do

roberto.

Primeira Pessoa said...

jorgíssimo,
como diria o filósofo paulinho pedra azul, "a vida é bela, nóis é que fod'ela"...rs

quero a alheira, quero o presunto e quero cada abraço seu. seja aí, seja aqui, seja onde for.

e quero uma sua visita sua a new jersey. ou no brasil.

aqui nos states, a minha casa é sua. em minas gerias, a casa de meus pais é a casa de meus amigos que são tratados como filhos.

e vai ser aquela oportunidade bacana de fazer uma reunião dos amigos do jorge pimenta. tenho certeza de que vai aparecer gente de todo o brasil.

bora fazer acontecer????


abração desse seu irmão, o

roberto.

ps: saudades que não cabem na Pedreira, nas antas, em alvalade e na Luz... reunidos...

Primeira Pessoa said...

zé de assis,
viver é piorar e melhorar.
um dia de cada vez.
estou disposto a sacudir essa tristezinha boba, botar uma camisa florida e ir te visitar em feira.

bora lá?

beijão do
roberto

Primeira Pessoa said...

luiza,
seja tristeza, seja alegria, seja vida.

tudo é findo, já reparou?

sua presença em meu blog traz imensa alegria.

abração do

roberto.

Primeira Pessoa said...

silvia,
eu acho que nós, humamos, optamos quase sempre por complicar.
"a facilidade é do mesmo tamanho da dificuldade", ja disse um dia o mestre Gabriel.
e é bem isto.

to tentando aprender a descomplicar.

beijo grande do

roberto.