Friday, March 1, 2013

Grandes Parcerias (V)... A Improvável

 
De todas as parcerias, eu citaria duas que considero improváveis,
mas que se provaram eficazes, funcionando muitíssimo bem.
Uma delas (a outra mostrarei no próximo post) é esta aqui, trazendo um poema da fase inglesa de Fernando Pessoa e que fez parte do álbum em comemoração aos 50 anos da morte do poeta português. O parceiro e intérprete é ninguém menos que Ritchie, o mais carioca de todos os ingleses e autor de "amores de verão" como Menina Veneno e "Pelo Interfone".
Só escutando para "ver".
 
 
Meantime
(Fernando Pessoa e Ritchie)

Far away, far away,
Far away from here
There is no sorrow after joy
Nor away from fear
Far away from here...

Her lips were not very red
Nor her hair quite gold
Her hands played with rings
She did not let me hold
Her hands...playing with gold

She is somewhere past
Far away from pain
Joy can touch her not
Nor hope enter her domain
Neither love in vain

Perhaps at some day beyond
Shadows and light
She will think of me
And make for me a delight
Far away from sight...
 
 
.

15 comments:

Tania regina Contreiras said...


Nossa, parcerias esquecidas, vc trazendo aqui, Beto, e a gente se deliciando, porque só tem do bom! :-)
Beijos, maninho,
Saudades

eurico portugal said...

confesso, robertílimo, que me sinto um tanto como peixe fora da água lendo sobre estas parcerias, porque a minha ignorância relativamente à música brasileira é tão grande como as saudades de ti. mas conheço os poemas ingleses que, como [quase] toda a poesia de pessoa dariam excelentes letras de músicas, do mesmo modo que argumentos inusitados de excelentes filmes [onde andam os realizadores com as cabeças, pergunto-me? - a propósito, o filme do desassossego, baseado na obra de bernardo soares - pessoa, do joão botelho, é inquietantemente belo!] ou mesmo motes para toda uma nova literatura.
no meio disto tudo, a agravante de ter o meu computador todo maluco não me permitindo aceder às versões áudio que aqui deixas. fecho os olhos e imagino a melodia a partir da letra, acompanhado de um porto com sabor a d. helena. a propósito, que tal, ainda enfeitiça o palato?

abraço!

p.s. perdidamente, de florbela espanca, parece ter nascido música, já, verdade? ah, existe uma nova versão de o homem do leme, com o tim e a teresinha salgueiro, ex-madredeus, não tão bonita quanto a original, ainda assim [aliás, o gonçalo diz mesmo que a voz feminina a destrói por completo :)]; para que o digas tu:
http://www.youtube.com/watch?v=_hTbLVsfNrU

Primeira Pessoa said...

taninha,
eu gosto de compartilhar.
e sei que cê aprecia. então, é perfeito.

além do mais, cê manda em mim.
beijão,
r.

Primeira Pessoa said...

ah,
a dona helena... ficou devendo os peixinhos da horta...
mas tivemos as pataniscas, as alheiras, a visão de um pedaço da polônia (rs), os presuntos, os queijos da serra da estrela, as trocentas degustações de portinhos de todas as cores... ah, meu querido amigo...
ah....
ô, ontem achei o cartão do pub do marido de dona helena e me lembrei de que ele não nos cobrou o café... e ainda pediu para que ficássemos um bocado mais...
hoje eu teria ficado.
mandei por email as canções aqui do PP... tomara que você goste das canções.

abração, euriquíssimo.
e que no seu final de semana esteja incluído uma alheira de caça...

r.

eurico portugal said...

robertílimo,
acabo de receber o teu presente musical e, não tivesse agora mesmo que sair, já me degustaria com a jukebox que tu próprio selecionaste. logo não escapa.
recordo-me bem de tudo quanto dizes e de muito mais que palavra alguma é capaz de reproduzir. e sobre alheiras de caça, não é que adivinhaste em cheio? amanhã tenho os pais fernanda e hernani a almoçar comigo cá em casa -um bacalhauzinho regado com um tinto do douro ou do alentejo (estas decisões difíceis reservo-as para os momentos, raramente as antecipo); a alheira faz parte do menu de degustação :)

abracílimo!

Luciana Marinho said...

sempre me surpreendendo com preciosidades que me fazem sair daqui com um sol no bolso, um clarão de alegria.

beijão, roberto!

Índigo said...

Far away... from sight no. Si no nos vemos en Portugal, algún día, habrá de ser en Granada.

Un abrazo, Roberto.

Assis Freitas said...

lembra muito o Peter Gabriel, a sonoridade é semelhante


abração

Adriana Riess Karnal said...

iNprovável ;)

Primeira Pessoa said...

provado e aprovado, adriana.

beijão,
r.

Primeira Pessoa said...

vou escutar com esses ouvidos, zé de assis...
naqueles 80 o pop tinha uma sonoridade mais ou menos meio parecida.

beijão,

r.

Primeira Pessoa said...

que seja em granada, indigo.
ou málaga, de azul, blanco y anil, como diria rafael albertí.

abração do
r.

Primeira Pessoa said...

luciana,
cê é uma presença obrigatória neste minifúndio de afetos.
quando cê dá uma sumida, fico com vontade de mandar o espírito do lula cortes puxar o seu pé.

beijão,
r.

Primeira Pessoa said...

ô, euriquíssimo, que dúvida cruel!

os do alentejo também são flor que se cheire. gosto muito.

mas, saiba: as presenças de dona fernanda e seu hernani, no entanto, é que são o tchan do trem.

que seu domingo tenha sido especial.

abração do
roberto.

Tatiana said...

mas báh, esse recanto aqui é das melhores discotecas que eu já frenquentei! :)