Friday, August 6, 2010

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Piquenique nas Alturas


A American Airlines vai cobrar pela comida em seus vôos. Ao que parece, a moda vai pegar, pois já existem outras companhias aéreas aderindo.
Já faz um bom tempo que começaram a cobrar pelas bebidinhas. Esta semana a Spirit Airlines anunciou que vai cobrar pela bagagem de mão. O que é uma lástima. Dizem que é para baratear o custo da passagem.
Quem disfarça o medo de voar com um uisquezinho por conta da casa, perdeu a vez. Conheço gente que ficava literalmente “alta” durante os vôos. Hoje, é recomendável levar dinheiro.
Muito dinheiro e, de preferência, trocado.
Os comissários de bordo reclamam sempre da falta de troco. E são 5 dólares a dose.
A boa notícia para aquele que quiser amarrar um pilequinho durante a viagem é que nem precisa passar antes pelo banco e fazer uma retirada.
Eles aceitam cartão de crédito. Todos.
Quando vim pra cá pela primeira vez, em 1984, a bordo de um boeing da Panam fiquei impressionado.
Logo de saída (ou seria à entrada?), deram-me uma simpática bolsinha contendo objetos de higiene pessoal em miniatura: pente, escova de dente, creme dental, barbeador, creme de barbear e outras cositas mais. Achei o máximo.
Duvido muito que aquelas bolsinhas tenham causado a falência, daquela que era a maior companhia de aviação comercial do planeta.
Muito antes da histeria antitabagista e do prefeito novaiorquino Michael Bloomberg, dava até para dar uns tapinhas num inocente cigarro. Havia uma seção destinada aos fumantes no fundo da aeronave.
Era um fumacê incrível, democrático, civilizado. E tudo liberado, o que abolia aquela ameaçadora plaquinha de sinalização dos banheiros de hoje: “se fumar aqui dentro paga multa, vai preso, pega câncer, seu time perde, a mulher foge com o vizinho, Serra vence a eleição...”
Antes do jantar, entregavam uma toalha de pano quente, felpuda, para a higienização do passageiro. Com o tempo virou um lenço de papel quase impermeável, que já chega morno às mãos do freguês.
Com os atentados do 11 de Setembro proibiram a utilização de talheres metálicos.
É um sacrifício, um malabarismo, cortar um bife com uma faca de plástico. Mas, em nome da segurança, e do precedente aberto, faz sentido.
O que não faz sentido é cobrarem pelo lanche.
A comida servida a bordo das aeronaves nunca foi lá estas coisas, mas deveria fazer parte do pacote.
Nos vôos domésticos, aqui nos EUA, esta medida de contenção de despesas não vem de agora.
Num vôo Newark-Miami, por exemplo, servem uma sacolinha de amendoim e uma lata de refrigerante. Se o amendoím é gratuito, o uso de fones de ouvido, não.
Quem quiser assistir o filme escutando o som, tem que pagar 3 dólares. Se não pagar, é remetido aos tempos de Charles Chaplin.
Nos vôos internacionais já são mais generosos e distribuem um saco plástico contendo uma máscara para vedar claridade, e dois chumaços de matéria sintética - dois pequenos pinos de isopor, se não me engano - para obstruir os ouvidos.
Deve ser para o passageiro manter a postura de quem não viu nada. E escutou muito menos.
Dia destes, levantei-me para ir ao banheiro durante a madrugada em um vôo New York-Rio, e tive uma incontível crise de riso.
Espremidos nas poltronas diminutas, um exército de Zorros protagonizavam uma cena digna de um filme Trash. Parecíamos ter embarcado num vôo da Bizarro Ailines, pilotada por Don Diego de la Vega.
Tão insólito quanto as novas medidas de cobrança das refeições, é o fato de que, a partir de agora, muitas pessoas, levarão seus lanches de casa. Já imaginaram a cena?
Farofa, frango assado, coca litro...
Alguns, mais sofisticados, estenderão uma toalha no corredor e farão um piquenique, com direito a cesta treliçada, vinhos e queijos. A dois, pode se transformar num programa romântico.
Outro capítulo à parte diz respeito ao atendimento do pessoal de bordo.
Nunca vi tanta aeromoça - e aeromoço - mal humorada como nos últimos tempos.
Falta-lhes a graciosidade, generosidade e vocação para servir ...
Sinal dos tempos, até o glamour das aeromoças foi desaparecendo, à medida que as companhias foram apertando os cintos e os cortes de despesa anunciados.
Tenho saudades, muitas saudades, dos tempos em que as aeromoças eram verdadeiros aviões.
Aliás, aviões que sorriam e conferiam à viagem a atmosfera de um quase conto de fadas.



A Música Que Toca Sem Parar:
uma canção que escutei recentemente num vôo Nova York-São Paulo... Morcheeba, The Sea... No mínimo, Relaxante.

32 comments:

Paulo Jorge Dumaresq said...

Saudades da Panair, na qual nunca voei, mas lembro do meu tio Jorge Dumaresq falando a respeito da empresa na qual ele trabalhou.
Tem também a música do Milton em parceria com a Elis no estupendo MINAS, o maior disco da MPB, na minha opinião.
O resto é Roberto Carlos e seu novo carrão.
Você, Roberto, brilhante.
Assino embaixo.
Ótimos voos, meu chapa.

Primeira Pessoa said...

paulo da redinha,
voei na panam, uma única vez. fiquei encantado.
sim, este disco do milton é uma das coisas mais belas que ja escutei... somos contemporâneos, paulo poeta...
contemporâneos, uma palavra bonita mas dolorida.
tempo, tempo, tempo...
abração,
r.

Renata Luciana said...

Vooei, texto incrível e carregado de imagens.

Não será um susto se qualquer dia desses aparecer por ai uma empresa aérea com nome " Novo Horizonte", que de novo e horizonte não se vê nada. Pode preparar que vai gente em pé.

Beijos

Jorge Pimenta said...

os voos que agora democratizam o turismo na europa - os lowcost - ganharam uma pujança tal que até as grandes companhias entraram no jogo desenfreado da redução de custos. a descrição que fazes da panam é similar ao que sucede, hoje, com a bristish airways, a tap ou a iberia, só para citar algumas e as que conheço melhor.
hoje, nas lowcost (ryanair, de todas a mais popular em portugal, porque fez do porto a sua segunda base na europa), paga-se para se poder aceder ao lugar antes de todos os passageiros, para levar uma mala no porão, ou mesmo para comer a pior sanduiche de que haja memória. mais absurdo de tudo é que transformam os voos em feiras aéreas, onde se vende de tudo; o mais incrível é raspadinhas e tômbolas da sorte, como se de um mercado se tratasse. tudo em nome do custo... tudo em nome da sustentabilidade... tudo em nome da rendibilidade... qualquer dia voar é o mesmo que fazer a carreira barcelos - póvoa de varzim, onde até garrafões de vinho e sacos de farnel (não vai há muitos anos) eram as estrelas :). mas, pior que tudo, as hospedeiras de voo ou são feias... ou antipáticas... ou homens... (o diabo que venha e escolha) :)
um abraço, robertílimo!

Primeira Pessoa said...

renata,
em governador valadares havia a viaçao novo cruzeiro e havia, em minas, que sei, a novo horizonte... os piores ônibus do planeta...rs

a Gol é do dono da itapemirim... por aí ce tira uma idéia...

beijào,
r.

Primeira Pessoa said...

e o tamanho dos assentos, jorgíssimo? diminuem o espaço entre as poltronas pra caber mais gente... quando eu tinha dindim sobrando (na época de salazar... de tào distante que parece...rs), viajava de executiva quando me setina "magnânimo" ou alguma alma caridosa me fazia um upgrade...
desde o 11 de setembro, acabou a mamata...
quem tem a bunda grande sofre em dobro, jorgíssimo... avião é lugar de gente magrinha...rs

gordinho? que vá à pé.

beijão, jorgíssimo.

Lara Amaral said...

hahahaha... Adoro seu humor, adoro suas histórias. Robertinho, imagino até suas feições ao ler seus textos, bom demais, agora ruim vai ser ter de levar comida de casa para o avião, a inspeção na hora de embarcar vai ser ainda pior e mais burocrática, rs.

Beijo saudoso em ti, meu querido.

Primeira Pessoa said...

um sanduba, larinha...
umas laranjas... umas mangas... uns quibes dormidos... uns pães de queijo... uns pastéis de ontem...

gaucho leva a churrasqueira... faz uma picanha a bordo... seria, no minimo, interessante...

to rindo da minha bobagem...

Assis Freitas said...

Cara na minha próxima viagem vou levar uma jaca e uma quentinha de maniçoba. Quando essa mistura ferver no intestino não restará pedra sobre pedra, virarei literalmente um homem bomba nordestino.
Brother, tenho uma história fantástica de quando eu fui ao Piauí. O voo tinha duas escalas Recife e Fortaleza, no regresso o avião partiu de Teresina quase vazio e eu me abanquei numa janelinha desses aviões que tem tres poltronas de cada lado. Em Fortaleza, o bicho encheu e sentaram-se duas senhoras ao meu lado. Foi aí que uma delas percebeu e exclamou: vixe estamos na parte reservada aos fumantes. Sim existia uma parte destinada aos excluídos, malditos, leprosos. A outra do alto da sua estupidez, insanidade e petulancia bradou: é pode ser de fumante mas aqui ninguém vai fumar não, que eu não deixo. Resumindo: prá minha sorte tinha uma carteira de Carlton na pasta para emergências e fumei-a na viagem mais esfumaçada de quem se tem história no trafego aéreo entre Bahia e Piauí. O sertanejo é antes de tudo um foda, já dizia Euclides.


abração

Primeira Pessoa said...

fantástica a estória, assis... as gordotas que se explodam...
eu fumo e trago...rs
ó, o mundo está ficando muito chato, aqui nos eua não se pode fumar em restaurantes e bares, em lugar nenhum. ou seja: um cu!

por razões médicas, bronquite paleolítica prosopopéica, preciso parar de fumar...

meu pulmão é um mangue. rs

beijão,
r.

nina rizzi said...

saudade demais, roberto...

ô, a gol não cobra por aqueles horríveis biscoitos de goiaba, mas serve coisas mais comíveis se vc pagar... eu prefiro esperar a parada... hehehe...

adoro, adoro morcheeba.
beijos.

Tania regina Contreiras said...

Eu estou é rindo muito com sua forma bem-humorada de falar de coisas sérias :-))

“se fumar aqui dentro paga multa, vai preso, pega câncer, seu time perde, a mulher foge com o vizinho, Serra vence a eleição...”
heheheheheh

Primeira Pessoa said...

taninha,
esqueci de falar que o dunga volta pro comando da seleção, se fumar no avião...

mas ainda dá tempo de corrigir, ne?

beijao,

r.

Primeira Pessoa said...

nina, cê se enfia nos cafundó do seridó e nos deixa, todos, órfãos, deselenizados, plúmbeos... sofrendo com a escuridão da blogosfera...

pessoas como você possuem a chave e o toque certo, pra apertar o On and Off deste breu aqui.


seja bem retornada!
beijo grande do

roberto.

contagotas said...

Pois é, tudo o que disse é muito sentido por quem viaja nesse meio de transporte que ao longo dos tempos se tem vindo a democratizar. É verdade que por isso mesmo aos poucos perdeu o glamour:o espaço dos aeroportos deixou de ser mágico, o free shop deixou de ter produtos únicos, as hospedeiras passaram a assistentes de bordo, ficaram feias e se tornaram homens, as refeições quentes arrefeceram e tudo o resto você contou.
O encanto quebrou-se, será que volta?

Bjos

Primeira Pessoa said...

pra dizer a verdade, a massificação do transporte aéreo é uma coisa boa, conta-gotas.
cresci pensando que jamais voaria dentro de um avião, devido a condição precária em que vivíamos, naquele interiorzão de minas gerais.
ha 26 anos, no entanto, voo contantemente e, acompanhei a mudança e desglamourização desta indústria maluca.
tenho enormes dificuldades de voar, por motivos outros, que não os assentos diminutos, as "hospedeiras" sargentos da gestapo, o preço do gin tonica, ou a grande possibilidade de um atentado terrorista, só para citar alguns....
como dira tim maia, mortifica-me voar num objeto mais pesado que o ar e, ainda por cima inventado por um brasileiro (aqui nos eua contestam esta versão e dizem que dois irmãos americanos inventaram o avião.. o que pra mim não faz a menor diferença)...

só viajo "fora de mim", se é que me entende...rs


abração do

roberto.

Mirze Souza said...

Hilário, Roberto!

Acho que o mundo não pode acabar assim. Era tão bom quando as aeromoças, digo comissárias, enfim....eram bonitas e tinham a voz melodiosa. Atualmente, parecem que fazem Kung-Fu e enxotam qualquer um que se engasgue. É um absurdo cobrarem por esta comida ou lanche horrível. Fora que o que perseguem, aviões e governo, não é o cigarro, e sim os fumantes.
Condenados, viciados, profanadores! Nossa!

Tomara que alguém leve um peru assado, uma coca de 2.5 litros e muita farofa. Ah! e um café numa garrafa térmica grande, para fumar depois o cigarro proibido.

O MÁXIMO!

Beijos

Mirze

Primeira Pessoa said...

mirze,
se a gente viajar em turma grande vou levar uma leitoa assada...rs
adorei o café na garrafa termica, que tem um gosto distinto... fica um purgantinho...
e, olha que de café eu manjo uma beirada...

ô, cê lembra da íris letieri?
escutar sua voz no areporto do galeão, para um homem, era garantia de uma ereção...
masculinamente falando, antes do passageiro embarcar para roma, madri, londres, petrolina ou caetité, ja tinha tido um orgasmo... rs

eu chegava mais cedo pra pegar quando estava no rio, so pra ficar escutando ela anunciar os vôos... ligeiramente excitado, é verdade, mas o a verdade é que o encantamento da viagem começava ali, com o anuncio dela.

beijão,

Batom e poesias said...

Rindo a beça!
Com a hilária crônica, com os comentários e com as suas respostas.

Esse seu canto é delicioso, Roberto.

Eu levaria na bagagem de mão (que ainda não cobram) um uísque do bão, porque com o medo que tenho de avião, só vôo alto se estiver bem alta.

bjão
Rossana

Primeira Pessoa said...

rossana,
e não é que antigamente até uisque do bão era servido "de grátis"?

eu tomava umas tantas garrafinhas daquelas de miniatura... que eu chamava "de fiotim de uisque"... . e as aeromoças te davam uisque até voce beliscar na bunda delas. beliscava, tava bebum...rs

não belisquei nenhuma, juro.
hoje, pra amarrar um pilequinho num aviao eu teria que pedir um empréstimo bancário antes de embarcar,.
uisquinho caro, sô!

beijos.

r.

Zélia Guardiano said...

Roberto
Tudo depende da ótica: quem sabe os bons tempos voltaram? rsrs...Pois sinto tanta saudade do frango com farofa que minha mãe fazia, para viagem de trem... Não que fosse tão necessário: meu pai era ferroviário (mais ou menos graduado), tinha uns direitos( não me recordo exatamente de todos ), mas que incluiam passagens de graça para os camarotes, refeições, etc. O Trem de Luxo (era assim, com maiúculas...rs), que passava aqui na minha aldeia às dez da noite, rumo a Sampa, dispunha de um restaurante bastante razoável ate´, de maneira que não havia necessidade do farnel, mas mandava a tradição que se levasse quitutes domésticos...
Mando-lhe , oportunamente, receitas para essas ocasiões... Tenho know-how herdado...

Formidável a sua crônica!
Demais!!!
Abração, amigo!

Primeira Pessoa said...

ah, zelia, aí ja é uma outra conversa...

existe uma ferrovia que percorre o meu corpo e a parada é o meu coração. passei minha infancia inteira, à beira da linha, contando vagões.
creia-me.
governador valadares estava no meio do caminho, entre as montanhas mineiras e o mar.
toda a extração de minério de ferro saia de minas e ia pro porto de tubarão em vitoria, seguindo dali pro japão e eua...
era-me um imenso mistério, eu me perguntava sempre pelo buraco que estavam fazendo em minas.
dizem que persiste até hoje.

beijão,
r.

Patrícia Gonçalves said...

Roberto, adorei, ri de montão!!!

Não sei se é marketing de lançamento no mercado, mas a azul linhas aéreas é uma gracinha, as comissárias todas bem humoradas, o comandante é engraçado e ao final me desejaram tardes azuis, coisa mais fofa!!!

Tenho uma história aí de Nova York engraçada, isso foi um problema de trafego, a aeromoça surtou, o avião ficou mais de 3 horas dando voltas na pistas, no inicio ela foi muito simpática, distribuiu umas balas, amendoins, mas no final quando não tinha mais nada, nem agua pro pessoal, ela ficou doida, começou a falar mal da companhia aérea no microfone, gritando, dizendo que aquilo era um absurdo e o pior quando finalmente a aeronave parou, nos largou lá no meio da pista, la longe na chuva, chegamos completamente molhados. Cara, era um voo da Filadélfia pra Nova York!

beijão!

p.s - quando fizerem a viagem, me chamem, eu levo a sobremesa pé de moleque e algodão doce!

Primeira Pessoa said...

patricia,
será que essa aeromoça consegui manter seu trabalho? sei lá... rs... gente mais doida do que nós...
estamos planejando um encontro de malucos em bh, em outubro... ta de pé PELO MENOS O ALGODÃO DOCE?

Beijão,
r.

líria porto said...

betinho - semana passada, de natal a belô, defini o voo: pau-de-arara aéreo... desconforto e miserê mesmo - mas não reclamo - pior eram as longas horas de ônibus...

no trem a gente paga, nos navios paga-se e é caro, no avião é tudo tão ruim, melhor seria pagar por algo melhor...

besos

Primeira Pessoa said...

nós pagamos...
o pato... pela ganância dos caras... rs
lírica, vi um cara (num vôo bh-fortaleza) reclamando, assim que entrei noa aviao... ele saíra de brasilia e ia pro mesmo destino que eu e tinhamos mais 2 paradas: salvador e recife, acho...
inconformado, o moço chamou com seu sotaque nordestino, aquela aventura de vôo "cata-corno"...rs

escutei. ri baixinho. e cocei a cabeça pra ver se não tava me brotando nada...rs

beijos,

r.

Fouad Talal said...

Ô beto!

tertúlia sem tertúlia não é tertúlia né não?

tô garrado!
vou levar uma cachaça JM (João Mendes) 8 anos, feita lá em Perdões!
não sei se vai combinar com pão de queijo, mas combina demais com um queijim com azeite e orégano...

tô no aviso...
beijos!

Primeira Pessoa said...

e eu, fouad... e eu?
eu tô mais garrado do que carrapicho na meia...
mais garrado até do que "bago de cachorro"...
manja? as dua bulinha do totó? rs

ó, vou comentar com liria, paulinho e romerio...

se nao for final de semana, sei que paulinho vai... a gente ve com romério... e liria...

putz, em cordisburgo... casa de guimarães... tem até uma estação de trem em frente... vai ser duscaraio...

ja to viajando na maionese...

falemo.

r.

Luciana Marinho said...

você é que me faz voar, roberto, de graça e bem alimentada!

(texto supimpa!)

=P

Primeira Pessoa said...

que bom cê gostou. cê, que entende do viajar nas/das palavras.
quando cê gosta, é porque foi um vôo sem trepidação (até hoje não entendo as estradas esburacadas das estradas de riba...rs), com direito a "céu de brigadeiro" da cabine do comandante.

beijo dominical, domingueiro do
r.

Aeromoça gentil said...

Interessante o modo como escreveu... só sugiro que valorize os paragrafos e coloque algumas palavras em negrito para realçar algumas idéias dentro do texto!

abraços,

Primeira Pessoa said...

aeromoça gentil...
você é o que todos nós, passageiros (que a tam chama de cliente... e outras chamam outra coisa), sonhamos...
não sou atendido por uma aeromoça gentil desde o espaço compreendido pelo histórico vôo de santos dummont, em paris, e o comandante rolim pilotando um teco-teco em marília. sim, você existe! rs
e, torço pra que um dia esteja num vôo meu.
aprecio os seus toques.
vamos ver se na próxima a crônica sai melhor. vou caprichar.

grande abraço,
roberto.