Monday, June 14, 2010

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Cabe Um Mundo

Cabe um mundo dentro da bolsa de uma mulher.
De todos os lugares curiosos deste planeta, a bolsa de uma mulher é, certamente, um dos mais peculiares e misteriosos.
O que cabe dentro da bolsa de uma mulher?
Cabe uma desorganização organizada, comecemos por aqui.
Como conseguem colocar tanta coisa dentro daquele minifúndio, é uma pergunta que desafia as leis da física e da imaginação.
Cabe um telefone celular, certamente.
Cabe um batom.
Cabe uma escova para os cabelos, posto que mulher gosta e quer estar sempre bonita.
Cabe um perfume bom, um Dolcce Gabanna ou um Bulgari. Em alguns casos, cabem os dois. Ou três. A mulher moderna gosta de andar sempre perfumada.
Cabe também utensílios de beleza, lápis para realçar a cor dos olhos, rouge e carmim.
Produtos inerentes ao universo feminino abundam na bolsa desta mulher: lixa para as unhas, fio dental, absorventes higiênicos para eventuais emergências, comprimidos para dor de cabeça e TPM.
Cabe um estojo de lentes de contato ou de aparelho ortodôntico, daqueles usados na hora de dormir.
Na bolsa desta mulher cabe uma embalagem com lenços de papel, para momentos de emoção.
Cigarros de filtro branco – se esta mulher fumar -, chicletes de mentol, isqueiro e uma barrinha de chocolate.
Um amuleto. Uma oração para proteção. Um escapulário. Cabe uma fé.
Cabe um bloquinho para anotações onde ela aponta situações, citações e frases que a marcaram.
Cabe uma agenda bonita, destas que abundam nas papelarias, com capa de papel duro e de design de última geração.
Na agenda desta mulher estão endereços e números relevantes, receitas de beleza e dicas de compras.
Óculos escuros, certamente, tem o seu lugar garantido na bolsa de uma mulher destes tempos.
Na bolsa desta mulher encontramos ainda sua carteira, sempre cheia de coisas que vão desde recibos de lojas, a cartões de crédito e fotos de pessoas queridas.
Uma foto da pessoa amada povoa, certamente, a carteira da mulher moderna. Afinal, a mulher moderna ama. Ainda ama. É inerente a alma feminina o amor e tudo que lembre esse ofício cada vez mais difícil.
E cabe, então, uma carta de amor. Ou duas.
Cabe um amor, e todas as suas delícias e dores.
Na carteira desta mulher estão todos os seus documentos: carteira de identidade, de motorista e CPF.
Na bolsa desta mulher cabe um livro. Cabe uma revista, destas direcionadas ao público feminino. Cabe uma curiosidade insaciável.
Cabe um aparelho de MP3 com a trilha sonora de sua vida: cabe U2, Morcheeba, Seal, Caetano e Djavan. Um universo de canções.
Muito mais que objetos e coisas, a bolsa de uma mulher carrega sonhos, reminiscências dos tempos e lugares por onde sua dona plantou seus pés.
Não é inverossímel encontrar um postal de Matchu-Pitchu, um mexedor de mojito guardado como souvenir de uma passagem pela Bodeguita Del Medio, em Havana, uma caixa de fósforos do Balthazar em Manhattan, uma caneta com a logomarca de algum hotel de algum lugar distante de onde essa mulher possa viver.
Cabem reminiscência da infância e passagens marcantes do quintal de seus avós.
Cabe o sabor de uma carambola ou de um abacaxi no palito.
Cabe o vôo de uma ave. O arrebatamento prateado de um peixe. O afago de um cão.
Cabe uma brisa do mar do Caribe.
Cabe uma pedra catada da rua. Um anel de bijuteria e um colar.
Na bolsa desta mulher cabem saudades do passado e planos para o futuro.
Na bolsa desta mulher cabe a saudade do futuro.
E o futuro.
Na bolsa desta mulher cabe uma mulher que é ela própria.
Na bolsa desta mulher cabe um mundo.

*

A Música Que Toca Sem Parar:
Eva Cassidy, canta Songbird, de sua autoria...
Porque na bolsa de uma mulher também cabe uma canção triste.

45 comments:

Andy said...

Ufa! como me revi tanto neste texto, juro. Não por me sentir uma mulher moderna mas por carregar um mundo na minha bolsa, um mundo de emoções, de histórias, de necessidades, de memórias, de coisas que eventualmente possa vir a precisar :-) de tal forma, que carrego um peso acrescido só porque me faz sentir mais segura, porque fazem parte de mim...a parte da desorganização, é brutal, quando sinto ter que me organizar por dentro, a arrumação da mala faz parte desta organização embora no exterior...
a coisa mais preciosa que carrego na minha bolsa, é uma carta que a minha avó já falecida, um dia me escreveu...
Eva Cassidy, adoro! e depende dos dias mas sim, muitas são as canções trites que cabem na minha bolsa.
Beijinho

Zélia Guardiano said...

Amigo Roberto

Que lindeza de escrito!
Crônica para ninguém dizer: que pena, ele esqueceu isso ou aquilo...
Sendo tudo verdade, assino embaixo e dou fé!

Grandississimo abraço!

OutrosEncantos said...

Você tem um geito muito particular de tocar no coração de qualquer mulher, Roberto!
Em todos os posts que fala da mulher você nos arrasa de emoção, mas este, confesso que me pôs de lágrima no olho!
Foi bom de ler do principio ao fim, respirando cada palavra, mas olhe, se tivesse escrito apenas o último verso..., já tinha dito tudo!
Obrigada, porque também sou mulher!
Beijo.

Maria Vieira said...

e um mundo desses, como pode ser tão leve e insustentável? não sei, não sei... só sei que é, ué. belo texto, completo, verdadeiro e tão visual...

abraço procê!

Ana (Ballet de Palavras) said...

Roberto,
Texto sublime!
Acessório que a mulher moderna não prescinde denota semelhantemente a afirmação de quem a usa.

Na minha bolsa, semelhante e, dissemelhante a outras bolsas se hospedam os meus sonhos, o que detenho, o que anseio … o que alcanço e, o que oferto similarmente.
A minha bolsa enovela por isso pedacinhos unos de mim.

Um terno dia para si.

Ana

Marcantonio said...

Muito bonito, Roberto. Coisa de poeta inspirado falar da mulher a partir da bolsa. Para mim, a bolsa de uma mulher é uma caixa de Pandora benigna, cheia de encantos e sinais. Essa bolsa tem algo de erótico, e não me refiro ao erotismo que Freud associava ao colecionismo. Rs. Tem um cheiro de mulher, além de todas essas notícias íntimas e afetivas, e aquelas referentes ao mundo visto pelos olho femininos. É uma autobiografia, essa bolsa. Abrir uma delas e espalhar seu conteúdo, é um big bang de um universo íntimo, misterioso e fascinante.
Juro que não pensei na analogia possível a partir da outra expressão, utilizada mais em Portugal, para Caixa de Pandora. Não pensei já pensando. Ó ceus!

Abração!

OutrosEncantos said...

Roberto, peço-lhe que confira o que publiquei no meu blog.
Retiro se você não concordar.
Obrigada.

Beijo

Primeira Pessoa said...

moça do Outros Encantos,
fico muito feliz que tenha postado o link do meu blog no seu.
muito me honra, saiba disto.

e é uma grande alegria ter você aqui no Primeira Pessoa.
Seja bem vinda, sempre.

grande abraço do
roberto.

Primeira Pessoa said...

marcantônio,
sempre fiquei intrigado com a bolsa das mulheres.
é como cartola de mágico...rs

elas tiram coisas do arco da velha, lá de dentro. não sei como conseguem tamanha proeza. e tudo é, no final, uma bagunça organizada pois, na maioria das vezes, elas sabem exatmente o que e onde está, naquele "buraco negro", o que procuram.

trem de doido.

beijo grand eprocê, meu poeta!

seu amigo,
roberto.

Primeira Pessoa said...

ana,
você transformou seu post num poema. daí podermos afirmar que, dentro do bolsa de uma mulher, cabe também uma milheiro de poemas de sua autoria.

grande abraço do
roberto.

Primeira Pessoa said...

maria,
entrarei agora numa outra discussão:
quanto pesa a bolsa de uma mulher?
terá ela o peso da cruz de sua respectiva dona?

com a palavra, vocês!

abraço do
roberto.

Primeira Pessoa said...

vixe, zélia... tentei não me esquecer de nada... mas sei que me esqueci de muita coisa.
em se tratando de mulheres, devo ter deixado de fora um mundo.
um, não... vários...rs

beijo grande.
alegria de te ter aqui uma vez mais.

r.

Primeira Pessoa said...

andy,
escutei essa música num filme inglês (to me esquecendo de tudo ultimamente... falha-me a memória...)

o importante é que não me esqueci da canção que compartilho aqui com meus amigos queridos.

abraço grande do
roberto.

Jorge Pimenta said...

oh, diabo, a carteira dos homens é tão mais modesta que a das mulheres(quando não se confina mesmo ao cotão cinzento que se espreguiça nos bolsos encardidos dos jeans...). será isso um sintoma de que o seu mundo é também ele pequeno, ou um sofisticado desfragmentador molecular :-) (lembras-te do esquálidus?).
um abraço, poeta, cronista, homem da cultura e amigo do seu amigo!

Bia Franco said...

Olá Amigo,

Primeiramente, parabéns pelos blogs e pelas magníficas postagens!

E parabéns, principalmente, pelo relato no perfil, muito forte e singelo.

Vim para uma visita, mas também, convidá-lo a conhecer o meu blog "DRAMA NA WEB".
Um blog dedicado inteiramente aos amantes da boa leitura.Escrevo apenas para compartilhar, e não como fins lucrativos.

Sei que apreciará a leitura: risos e choros são o que me tem relatado os leitores, até então.

De inicio vou publicar um capítulo por semana, acelerando mais tarde quando tiver um bom número de leitores.

Trata-se, antes de tudo, de uma história dramática. Um romance envolvente que se desenrola em épocas e lugares diferentes.

Entre episódios emocionantes, o romance conta basicamente a história de mulheres cujos destinos estão presos e entrelaçados a um segredo do passado. E sem que o saibam, seus destinos tomam rumos totalmente inesperados.

E o desfecho não poderia ser outro, se não, surpreendente.

Crimes, mistérios, intrigas, injustiças, egoísmo e humanismo, são apenas alguns dos ingredientes que compõem este romance. Porém, temperado com paixões ardentes!

Se for do seu apreço, indique aos seus amigos.

Gratíssima!

Um grande abraço e boa leitura!
Bia Franco

Paulo Jorge Dumaresq said...

Roberto, depois de ler seu texto atentamente é difícil acrescentar algo.
Matutei, matutei... e nadica de nada.
Estupendo!
Parabéns e forte abraço.

Tania regina Contreiras said...

Ponto pra você, Roberto, porque tentar compreender uma mulher a partir de sua bolsa, meu amigo, é coisa de muita sensibilidade. Não, não vou mentir, faltaram umas coisas na sua lista, se tomo por base minha bolsa: uma cabeça de pássaro feita pela Natureza e que é perfeita, perfeita, até olho tem...achei na Chapara Diamantina, faz anos...faltam os 22 arcanos do tarô, em cartas velhinhas de tão manuseadas, que carrego sempre ( e não me pergunte pra que, porque não sei...), faltou um isqueiro quebrado, mas que tem uma cor tão linda, não tive coragem de jogar fora... um pé do brinco que sobrou, já que o outro se perdeu, e tenho sempre a esperança de reencontrar o que me é caro (gente, brincos, olhares...) enfim. este é um universo que a poucos é dado desvendar, mas você foi ótimo, garoto, porque bolsa de mulher é que nem coração de mulher: cabe um mundo!

E a música, então???? Nossa, imagino-a tocando enquanto a câmara dá o close no batom, lenço de papel, cartas...cartas, meu amigo, essas estão desaparecendo mesmo das bolsas femininas, mas cartas de amor em bolsa de mulher é de uma poesia tão singela!

Beijo, Roberto!

Tania regina Contreiras said...

Roberto,manda essa música pra mim?

Abraços,
Tânia

J. said...

Cabe tudo isso e muito mais numa bolsa de mulher. Cabe a esperança, a beleza eterna, do que não perece, mas se transforma. Cabe a delicadeza, cabe a força...

Beijos.

Primeira Pessoa said...

pois é, juliana...
duas coisas complicadas desta vida: bolsa e cabeça de mulher...rs

por deficiência de software ou por força desta natureza bronca dos homens do mundo, felizes de vocês...

eu?
ah, eu admiro... de montes!

beijão, poeta das palavras e das imagens bonitas.

admiração, todo-dia, do
roberto.

Primeira Pessoa said...

tania,
tá vendo como nós, homens e este escriba raso demais, estamos longe de compreender vocês, mulheres?

faltou um tantão...rs.... e, olha que me esforcei...
ô, esse um "pé" de brinco (iu seria uma orêia de brinco? rs...) foi genial...
e mais um tantão de coisas... tenho certeza... um tantão...
meu momento herbert vianna veio, no entanto, quando escrevi no A Música Que Toca Sem Parar que na bolsa de uma mulher cabe sempre uma canção triste.

como essa aqui, da Eva Cassidy, que pelas minhas contas já tá pertinho de feira de santana (peça notícias ao assis... tenho certeza de que ele a ou- viu...rs)...

assim que ela chegar a salvador, avise-me, shifaizvavoire...

beijão do
roberto.

Primeira Pessoa said...

paulo poeta,
se nos sentarmos à uma mesa, no bardallo's, faremos uma lista genial:
- um relogio pra marcar a hora exta de chegarem aos compromissos, um aparelho GPS (eita bichim danado pra se perder é mulher...rs) uma pena de pavão, um disco do djavan autografado com o numero do celular dele embaixo, um secador de cabelos...rs... e por aí afora... pela bolsa delas adentro....

quanto mais bebermos, mais acharemos... e, quando chegarmos numa foto manchada de batom pelo reinaldo gianechini, sartâmo de banda...

abração, bardo da redinha!

do
roberto.

Primeira Pessoa said...

bia,
ja passei pelo seu blog, assinei o livro de visitas e deixei a promessa de voltar pra degustar tudo-tudinho, assim que eu me ajeitar no meio da minha correria.

deixo um abraço e o apreço por ter deixado suas digitais por aqui.

volte sempre que quiser.

abração do
roberto.

Primeira Pessoa said...

jorge, jorgíssimo...

talvez nós, homens sejamos seres menos complicados (rs... aliás... muito menos ... rs...)... melhor resolvidos e tenhamos menos necessidades que as mulheres...

não somos belos como elas... daí a desnecessidade de produtos de beleza e outros apetrechos...

somos meio broncos, daí a desprecizança de objetos que denotem sensibilidade... e por aí afora... rs

poeta bracarense, se você estivesse por cá, hoje, sairíamos pra tomar umas cervejotas e falar bem das mulheres...

conversa de comadres?
que é isso, jorgíssimo...??? rs

abração deste que te colocou na prateleira mais alta.

aquele das minas...

o r.

Assis Freitas said...

meus olhos pedem modéstia diante de tudo que cabe, a bolsa e a vida,

abração

Primeira Pessoa said...

zé de assis,
pode me reconfirmar seu email?
quero te mandar umas bobagens sonoras.

abração,
r.

OutrosEncantos said...

Ah Roberto, obrigada, assim me deixa sem jeito :))

É minha a honra de tê-lo lá no Encantos.

Beijo p'ra ti.

Primeira Pessoa said...

então nós vamos passar o resto da vida nessa rasgação de seda, moça do OutrosEncantos...
então comnemos...rs
é uma honra te ter aqui... e cê fica contente por eu passar por lá e a gente fica numa boa... rs
fechado?
abração do
roberto.

Fouad Talal said...
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Patrícia Gonçalves said...

Olá, te achei lá no blog do Fouad, gostei de seu comentário e vim checar.Parabéns!

Adorei o que cabe na bolsa de uma mulher! Se você conhecesse minha bolsa, com certeza, acrescentaria outros itens, canivete suíço, talvez.

beijos mineiros

Primeira Pessoa said...

patrícia,
desculpa a baixaria aqui, hoje...
(to me esborrachando de rir da bobagem que acabo de contar pro fouad e procês todos)...
de qualquer forma, seja bem vinda.

sim, sou mineiro, como você.
sim, gosto de juntar palavras, e de partilhá-las, depois que termino meus franksteins.

seja bem vinda.
faça-se em casa.

s ó te peço, como fazemos lá em minas, que "não repare a bagunça".

sou meio assim, digamos, desorganizado...rs


beijo procê!

r.

Primeira Pessoa said...

pois é, fouad talau...
falando em pau...rs

cê sabe que somos de gerações diferentes... vou contar um causo "irado"...rs

quando eu tava no exército a moda era pegar doença venérea.

os caras iam à zona e já saiam de lá com prescrição pra passar na farmácia... umas benzetacil do tamanho de uma skol... uns tetrex (acho que é isso mêsss)... isso, nos tempos pré-aids, pré dilma... dá até saudade...rs

pois bem: eu nunca tinha pegado um trem desses (uma doencinha destas que tinha que constar do currículo) pra poder me gabar com a turma...
pra piorar, eu tinha o infame costume naturista de não usar cueca... e morava num alojamento com outros 1,200 caras... bicho, eu andava pelado, dormia pelado, correndo o risco até de ser estuprado... e não teria sido o primeiro caso naquele quartel....

e aí fomos fazer um acampamento de uma semana num matão tenebroso perto de juiz de fora.

e o sargento feladaputa (pra nos sacanear) nos jogou num brejo fedorento no meio de uma madrugada muito fria, logo no primeiro dia (ato que repetiria quase todas as noites)...

ele nos acordava e mandava todo mundo se atirar na água, do jeito que tava... e eu lá, peladão...

e era uma lama mais fedida que o arrudas...

putz, nos dias seguintes, banho que é bom, necas de pitibiriba... ou seja: quase uma semana sem banho pra todo mundo...

quando voltamos pro quartel em juiz de fora, eu tava com uma tremenda infecção no bilau, que tava do tamanho de um (sendo bem modesto) frasco de ketchup...

fiquei tão orgulhoso do calibre do trem que nem quis ir pra enfermaria, na nossa volta, apesar dos conselhos e da insistência dos amigos...

rapaz, eu saía do banho, 3 dias após a volta do mato, e a moçada entrava em pânico com medo de ser infectada so de eu passar por perto...

no corredor do alojamento era um pandemônio, quando eu saia do banheiro com aquele negoção balangando (rs), a tolha amarrada no pescoço, todo "ostensivo"...

e a moçada subia nos armários, entrava dentro deles, corria aos gritos apavorados...

e eu, babaca que só, ria de doer a barriga... e nada de médico...

cinco dia depois, o "coitadinho" ja tava tendo gangrena (rs), completamente roxo (um bando de corvos ja sobrevoando o alojamento), e acabei sendo escoltado por dois caras armados até a enfermaria...

o medico de plantão perguntou o que era "aquilo" e eu não falei do brejo... claro... e a reputação?
limitei-me a dizer que tinha ido "na zona", uma semana antes do tal acampamento...

ô, eu que fui "na zona" uma única vez na vida, com 16 anos de idade... aliás, eu, e grande parte da minha geração se inicou nos, digamos, "mistérios do amor", assim desta forma nada romântica... rs

bicho, tomei tanto antibiótico que meu braço direito ficou atrofiado durante uns 6 meses... e o dito cujo, tadinho, quando passou o inchaço, graças à overdose de remédios, voltou à sua costumeira insignificância...

por vaidade, quase fui amputado, meu véio.
é a mais pura verdade...rs

durma com essa.
mas dê umas duas gargalhadas antes.
eu mereço!

beijão, fouad!

Fouad Talal said...

kkk!!!

Quase tive um treco aqui!!!

Tá vendo? E o povo ainda fala que a geração de hoje em dia está perdida e blábláblá!

Num sei não viu! Acho que tu é que era um porralouca desde cedo...rs

Quando a gente pensa que vai escandalizar, topa com uma dessas...


E ó! Essas conversas fálicas, ainda vão dar o que falar... rs

Se tu já aposentou o equipamento, eu ainda não! kkk

Bjos de cá!

Primeira Pessoa said...

ô, fouad...
não humilha...
o que foi? checou no procon?
foi isto?
rs...
a patroa registrou queixa? o que foi? não to comparecendo? rs

ô, seu bobão... rs... dispensei o analista desde que adquiri a capacidade de rir de mim mesmo. quando?
ah, sei lá... em 1962...

depois eu conto uma dentro do capitulo "escandalizar"... agora, vou dormir e me concentrar...rs
amanhã tem jogo do brasil.

beijão do
roberto.

ps: arruma coragem e conta pro marquinho que não admiro o faustão.. rs. aliás, é exatamente o oposto disto.
ó, se for pra fazer um amigo sorrir, sou capaz de jurar que frequento os cultos da universal.

líria porto said...

certeza - deixei um comentário aqui - vai ver não foi aprovado pela moderação... risos

besos

putas resolutas said...

ô beto - te és moço de família - o fouad tá te desvirtuando??? kakkkkkaaaaa
besos

Mirze Souza said...

Roberto!

Adorei, essa sua bolsa-crônica, que por sinal é quase igual à minha.

Na minha cabe tudo mesmo. O que precisar, é só pedir. E a danada, (juro que não fui eu) se alto esburacou...ou seja, cada buraquinho produzido por ela, um batom, uma lixa de unha e por aí vai.

Não guardo sonhos na bolsa. Deixo-os livre para que se unam a outros e voltem para mim.

Grande texto, em beleza e veracidade.

Beijos

Mirze

Primeira Pessoa said...

lírica,
vi escrito numa garrafa de cerveja: "aprove com moderação"... não foi isto? era outro verbo? rs

é sério... não vi nada por aqui...

aqui você manda, líria porta.

ah, sim, o fouad ta me levando pro peior caminho...rs

beijão,
r.

Primeira Pessoa said...

mirze,
sem falar que esses buraquinhos se transformam em cofre, né?
fica aquele tantão de "buraquinhos negros"... uma espécie de "twilight zone"...

beijo imenso procê.
r.

. fina flor . said...

cabe, mesmo, tem razão... a minha ainda leva outras surpresas, além de poemas inacabados =]

beijos, querido

MM.

Tais Luso said...

Uma crônica muito gostosa e criativa: começa de um jeito e acaba no inesperado: na própria mulher. Na sua essência. Crônica de muita sensibilidade.

Porém, brincando, faltou algo extremamente importante, no verão: um leque! Desses bem cafonas e que fazem bastante vento. No resto...nota 1000!

Bjs
Tais Luso

Márcia Cristina Lio Magalhães said...

Na bolsa de uma mulher cabe o mundo inteiro! Abraços e sorrisos, asas de liberdade, gritos parados no ar...

beijokas, que crônica mêu!

Primeira Pessoa said...

marcia, na bolsa de uma mulher cabe muitos mundos.
nós, homens nos contentamos com uma magra carteira. rs...

sonhamos menos e menor.

beijo procê,
r.

Primeira Pessoa said...

ô, taís... então que ponhamos a bolsa desta mulher, um leque.

e um outro leque de possibilidades.

num é não? rs

beijão do
roberto.

Primeira Pessoa said...

MM,
que esses poemas sejam computados como projetos que ainda serão concretizados.

fico feliz pela sua presença neste minifúndio de possibilidades, o Primeira Pessoa.

Grande Abraço do
r.