Sunday, May 9, 2010

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Destino de ribeirão

Começou perfeito o dia. Céu azul, sol brilhante refrescado pela brisa da manhã nas montanhas mineiras.
E o avião da Total faz o percurso BH-Governador Valadares com suavidade.
Voa baixinho e eu posso ver, lá embaixo, o Rio Doce rasgando a terra, deslizando em direção ao seu destino.

E o meu destino? – penso eu.
- Terei eu o destino invertido de um rio?

A viagem marca o meu retorno à cidade que me viu crescer, e um turbilhão de pensamentos de todas as espécies se misturam em mim.
Lembranças de infância, incertezas infanto-juvenis, espinhas, cheiros, dores, sabores, arrepios, imagens, tudo muito embolado.
O rosto colado no plástico transparente da janela da aeronave, a tudo pressente.
Nele, vejo refletida uma metade da minha face, e consigo decifrar abundantes mechas de cabelos brancos brotando das têmporas.
Passaram-se 44 anos, desde que coloquei meus pés em Valadares pela primeira vez; 23 desde que saí da rodoviária para perseguir um sonho e não sei exatamente quantos outros, desde que pisei lá pela derradeira vez.
E, nesse momento, estou retornando à cidade para receber o título de Cidadão Valadarense, gesto generoso da Câmara Municipal para com este escriba de rasa estirpe.
Sinto-me animado e feliz.
A aeromoça oferece um refresco, peço um uísque.
Ganho um sorriso cúmplice e um generoso copo de Johnny Walker Red e duas pedras de gelo.
São 9:30 da manhã.
Da janela vejo fumaça saindo de uma chaminé numa casa de fazenda e pequenas nuvens gentis. Fecho os olhos e vejo um menino correndo atrás de uma bola de futebol.
É meio estranho, o menino.
Odeia matemática.
Aprecia os livros de literatura e as aulas de geografia e história.
Sobe e desce o morro do cemitério, banha-se nas águas do rio, pesca lambaris, rouba mangas, sobe no coqueiro, corre de camisa aberta – vela ao vento -, tem dor-de-garganta e delira de febre, o menino.
Joga bola com seus amiguinhos Meyer, Julinho, Mita, Gagau, Ney, Marquinhos, Beto Porquinho, Klinger, Ferreirinha, Balinha, Jerfinho...
O menino vê o E. C. Ibituruna jogar.
Vibra com os gols de Janjão e com as defesas do goleiro Nêga.
Ele come pastel de vento no ponto final da rodoviária, anda no último assento do ônibus da Viação Novo Cruzeiro, assiste às missas do padre João, mata passarinho com estilingue e tem medo de ir paro o inferno.
O menino vira rapaz num piscar de olhos, anda pelas ruas seguindo o perfume das moças e os acordes do violão nas serestas.
Era um tempo de serestas, sorrisos e festas e muita, mas muita, incerteza.
Na plataforma número oito da rodoviária o rapaz apanhou um ônibus para a capital.
De lá embarcaria para Nova York, no dia 8 de abril de 1984.
E tudo o que se passou a seguir - quase 24 anos - se resume nesse frio na barriga, neste arrepio, que percorre o corpo inteiro no exato momento em que o avião da Total faz manobra em frente ao pico do Ibituruna, nessa manhã mais que perfeita.

Desço do avião e (juro!) piso num tapete vermelho.
Eu sei que à frente, logo após cruzar o portão que leva ao saguão do aeroporto, estaremos nos reencontrando, nascente e ribeirão.


* Ilustrando a crônica, foto do Pico do Ibituruna, o Rio Doce aos seus pés.


A Música Que Toca Sem Parar:
de e na voz de Zé Geraldo, Rio Doce.
Zé Geraldo e eu, histórias tão parecidas e tão distintas, irmanados na vida, cidadãos adotados numa mesma noite.
A música, cuja letra posto aqui, foi feita em homenagem a Governador Valadares, cidade que nos adotou.
E foi finalista do Festival MPB 80, da Rede Globo, o último grande festival de canção popular em terras brasileiras.


Rio Doce

Deposito em suas águas meu grande segredo
Parto pra cruzar fronteiras, engrossar fileiras

Compor meu enredo
Deixo suas margens ricas sob a sombra lírica da Ibituruna
Una, pobre sabiá que perdeu seu canto de frases ligeiras

Por ver se apagar a ilusão ardente
Tão inconseqüente da paixão primeira

Oh! Meu Rio Doce, doce são os seios da morena flor
Cor do seu Ipê
Que vive sob as gameleiras, pés de jenipapo

Junto de você
Leva essa morena no seu leito manso
Faz o seu remanso se vestir de azul

Que eu tô levando a minha mocidade
Pras velhas cidades e praias do sul
Tô levando a minha mocidade pras velhas cidades
E praias do su..ul

Oh! Meu Rio Doce, doce são os seios da morena flor
Cor do seu Ipê
Que vive sob as gameleiras, pés de jenipapo

Junto de você
Leva essa morena no seu leito manso
Faz o seu remanso se vestir de azul
Que eu tô levando a minha mocidade

Pras velhas cidades e praias do sul
Tô levando a minha mocidade pras velhas cidades
E praias do su..ul

Que eu tô levando a minha mocidade
Pras velhas cidades e praias do sul

30 comments:

Zélia Guardiano said...

Roberto

Acabo a leitura com o coração aos pulos. Tenho taquicardia quando me emociono muito...
Ponho-me no seu lugar, na sua pele, na sua vida...
Parabéns!

Fortíssimo abraço

Tânia regina Contreiras said...

Que bonito, Roberto! Encontro da nascente com o ribeirão....Bom, tenho pouco tempo por aqui, acompanhado seus textos, não li tudo, não vi tudo, mas sinto uma intimidade aqui entre você e essa escrita, entre você e essa poesia que emana na crônica, entre você e esse menino aí que ainda se banha nas águas do rio.

Abraços,
Tânia

Primeira Pessoa said...

tania,
talvez porque eu escreva da maneira que eu seja.
nada aqui é "posado", estudado, ensaiado.
não tenho talento pra tanto... pra ser escrivinhador de histórias dos outros.
so sei contar as minhas.
as que testemunho.
e as que advinho.

tarefa difícil, esta última.

beijão do

r.

Primeira Pessoa said...

zélia,
assim sendo, cê sentiu até a porretada do uisquinho ardendo trajeto abaixo, caindo no estômago vazio às 9:30 da manhã, né?

isso que acontece que você é um privilégio reservado apenas aos que masterizaram a arte da leitura.

é um privilégio te ter aqui.
quero que saiba disto.

abraçao do
roberto.

Jorge Pimenta said...

querido amigo,
nada há que mais comova que os regressos (mesmo que saibamos que nada se escreve duas vezes da mesma forma). há tanto que muda em 24 anos... lugares, pessoas que nascem e outras que se despedem, costumes... e, mais que todos, nós mesmos. todavia, e mesmo sabendo que nada mais será igual, é a sensação de regresso que dá sentido à viagem. mesmo que seja por breves dias, por fugazes instantes. e assim nos renovamos; e assim sentimos que vale a pena partir.
um grande abraço!

p.s. esse garoto que chutava a bola era craque ou nem por isso? é que o que a chutava na minha rua, com a camisola sempre por fora dos calções, era tosquito, mas raçudo :)... como espero que o meu benfica logo seja, na decisão mais esperada de todas. é às 18h contra o sempre aguerrido rio ave (de vila do conde). o coração já bate descompassadamente, mas a confiança é imensa... ou não estivessem lá o ramieres, o luisão, o aimar, o saviola e tantos outros craques.
um abraço desde braga...mas com o coração no estádio da luz!

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) said...

Delima,
De aqui de Valadares eu te saúdo, poeta, com toda história e geografia desta cidade que conheces (ela também te re-conhece tanto) como poucos: aqueles que são capazes de desviar um tantinho o curso do próprio rio, além do trajeto de rios alheios também...
Lindíssima tua crônica, um postal do tempo...
E quando tiveres tempo, vem mais aqui, moço-menino-passarinho que bateste asas como se tivesses milhões de braços, necessários e essenciais para se construir um sonho do tamanho que o teu ficou, sem parar de querer crescer jamais: tu, o verdadeiro caboclo-sonhador, viu (e realizador...)...

Abraço de domingo das mães,
Darrama.

Primeira Pessoa said...

jorgíssimo,
fora todos esses (muitos) quilinhos a mais, esse seu amigo foi um bom (documentadamente!) jogador de futebol na juventude. tínhamos um time imbatível na minha cidade, time este que chegou a ficar dois anos sem conhecer derrota.
viajávamos aquele interior inteiro, dando sovas em nossos adversários, quase sempre muito mais velhos do que nós (o mais velho de nossa equipe tinha 18 anos de idade).
quando vim pros EUA parei de jogar futebol. e, parei assim mesmo, assim mesmo, da noite pro dia, o que era impensável pra quem jogava futebol até dormindo.

há algum tempo voltei a jogar na Associaçao Recreativa Os Mocréios (um time que tinha dois limites: 35 anos ou 95 quilos... alguns de nós se encaixavam nas duas categorias), e nosso uniforme tinha um bolso na camisa, pra acondicionar o maço de cigarros.
nesta nova etapa, valia pela cervejada no depois.
confesso que, nesta nova (!) fase, o corpo ja nao acompanhava o cérebro... eu fantasiava a jogada de uma maneira e a bola saía de outra...

mas gosto de futebol, ainda.
e quero voltar a bater uma peladinha ainda em 2010.
estamos esperando o verão chegar.

abração procê, desde new jersey.

r.

Primeira Pessoa said...

ramucio,
quero que conte aqui no PP aqueles auto-gols que você marcou naquela partida que quase entrou pro guiness.
jorge pimenta (e não só) se divertirá com o relato.

saudade d'o cê. ta rolando um lance, que depois te conto. trem bão.

abraço do seu amigo
rl.

Henrique ANTUNES FERREIRA said...

Caro Amigo

Conheci-te através do Porto das Crónicas da nossa Tais. Vim ao teu blogue e gostei. Convido-te, por isso, a visitar a Minha Travessa e seres seguidor dela, o que desde já te agradeço. Desculpa a chatice que te possa causar este ‘tuga desavergonhado e escrevinhador. Também ando pelo Facebook, o que quer dizer que estou aposentado, mas vivo. E tão bem disposto quanto seja possível…

Abs

Juliana Vinagre said...

Ei Érre...
Viajei com você... e fui junto em cada curva de rio.
O Rio Doce.
Já bebi dele, cê sabe... e é nele que eu mergulho cada vez que a coisa aqui aperta.
É que o Rio é muito mais que o rio... , são as pessoas, as lembranças, os lugares que a alma visitou e fez casa.
E retorna, nem que seja em pensamento pra revisitar as sensações.
Ceumar canta uma música de Péri, chamada "Lá" que diz: "Lá onde os pés fincaram alma..."
É isso.
Meus pés fincaram alma no Vale do Rio Doce.
Engraçado... eu cresci achando que "O Vale" era uma espécie de lugar mágico, que dotava aqueles que de lá vieram de um poder especial.. coisa de criança. Meu pai, sempre que um de nós passava por algum perrengue dizia "Quê isso, menina??... Cê é ou num é do "Vale"???
E isso já era o suficiente pra eu ter certeza que ia dar conta.
Criança tem cada uma.

Beijos
Diubs

Primeira Pessoa said...

caro henrique,
irei, sim, ao seu blog. quero ler suas coisas.
tenha certeza disto.

hoje, no meio de uma enorme correria, passo apenas para registrar a alegria de recebê-lo entre os meus.

seja bem vindo!

grande abraço do
roberto.

Primeira Pessoa said...

que estória bonita, diubs...
eu morei no vale a vida inteira e não sabia destes poderes mágicos... se eu soubesse,... ah, se eu soubesse...

se eu soubesse...
eu teria atravessado o rio à nado aos 9 anos de idade, naquela ocasião em que quase morri afogado e fui salvo por um ladrão, "freguês" de meu pai, que era polícia. rs

saudades d'ocê, maninha.

um montão de saudades.

beijão,
érre.

pablorochapoesias.com said...

Já tive a oportunidade de ver tal paisagem que descreveste tão bem, caro Roberto! Fico empolgado com a vivacidade com que descreve as coisas de minas. Bom mineiro que mesmo longe é mineiro e trata isso com tanta alegria que contagia!

Meu aplauso!

Jorge Pimenta said...

imagino a odisseia, roberto... a fé na mão e o acampamento às costas para uma decepção sem par... e as palavras sensatas de sorin (quem joga futebol a um nível profissional tem sempre uma visão mais distante destas "pequenezes" que nos atrofiam o coração) desdoeram, bem o sei, mas... se o cruzeiro voltar à final, todo o processo se reacende dentro de ti, verdade? é esta a paixão pela bola, pelas cores, pelo desporto. eu fá-lo-ia também!
p.s. na próxima vez que benfica ou cruzeiro chegarem a uma final europeia ou sul-americana, viajamos um com o outro para assistir ao desafio in loco. aqui fica o repto :).
um abraço, robertílimo!

líria porto said...

"Eu sei que à frente, logo após cruzar o portão que leva ao saguão do aeroporto, estaremos nos reencontrando, nascente e ribeirão."

e esta música...

besos

líria porto said...

ah - aguardo os auto-gols do da rama... risos

esses meninos!!!

Mariana said...

Vim saber como é o blog da " primeira pessoa", e é muito interessante.
AChei lindo MG, e gostei mt do povo qd estive lá.
Lindo este teu relato, tem histórias que ficarão na memória, e como uma doce lembrança, e quanto é bom quando é dividida com os outros.

Márcia Cristina Lio Magalhães said...

Minas Gerais faz isso na gente...
Tira o fôlego!
quem pode esquecer essas montanhas? Estes céus? Estes riachos de meu Deus?
Eu não...
E o cheiro do café torrado na hora, feito sobre o fogão a lenha em brasa estalando...

Eu não, num esqueço...

Amplexos Roberto!

Primeira Pessoa said...

mariana,
seja bem vinda ao blog.
ja temos uma turma boa se reunindo aqui (e não só) numa troca muito rica de palavras e sentimentos bons.

abraço grande do
roberto.

Primeira Pessoa said...

marcia,
saí de minas há 26 anos... mas minas não saiu de mim.
dentro de mim corre um rio:esse aí, da fotografia.

é bom te ver por aqui.

abração do
roberto.

líria porto said...

ah, é??
falou co'as meninas todas e nem tium pra mim???
viu!

besos mesmassim!

Primeira Pessoa said...

lírica,
tava te escrevendo (comecei a responder de baixo pra riba) e me entreti no trabalho... putz... hoje teve eleiçoes municipais aqui, tocou um rebu.... ceteio das caraíbas...

falei com zé geraldo (autor da canção) esta manhã, marcamos um futuro encontro pra sampa... adoro ele e não é de hoje... nossas estórias se entrelaçam (fomos pequenos pra governador valadares... ele saiu de rodeio, na zona da mata... e eu de pedra corrida, um lugarejo lá mesmo no vale do rio doce)...

essa musica do zé foi aprovada pela camara municipal pra ser o novo hino oficial da cidade onde nos criamos... mas o prefeito bundeou na ultima hora e nao assinou a lei mudando o hino, porque a familia do cara que compôs o hino oficial da cidade (que é uma merda!) pediu uma audiencia com ele e ameaçou fazer um "levante"...

político bundão, de interior... o prefeito perdeu uma oportunidade de ter um hino conhecido no brasil inteiro, por puro nanismo mental.

pois bem... troquei de mal com o prefeito e so nao achei pouco e bom ele ter levado na tarraqueta nas ultimas eleições (adoraria que ele lesse isso aqui...rs), porque um amigo querido saiu vice dele...

eu e zé nem chegamos a falar disto, até o dia de hoje. e adiamos a conversa pro nosso proximo encontro, na serra da cantareira, ainda este ano.

pois bem: os auto-gols do ramúcio...
não sei bem direito a estória... mas ele me escreveu contando sobre uma partida de futebol, em que marcou uma quantidade absurda de gols... contra sua própria baliza...
fosse em são raimundo, seria linchado... seria capado... apareceria boiando no rio... rs

ramucio usava aqueles "ocrão" de fundo de garrafa...rs... era um meninote estranhão... esquisitão... e feio pra caraleo...

mas era tão malandro, que virou poeta, so pra pegar as moças... e, sortudo, até se casou com uma muito bonita...rs

de bobo, o da rama não tem nada...

aliás, muito pelo contrário...

beijão retardatário procê. mas veio acompanhado de estorietas e muuuuuito carinho...rs

r.

Primeira Pessoa said...

jorgíssimo,
assim sendo...
se passarmos pelo são paulo (a definição acontece nos próximos 8 dias), é provável que nos vejamos em julho...rs
saiu a convocação pra copa, esta tarde: ramires e luizão, do seu benfica, estão entre os 23 chamados.

gosto da adrenalina provocada pelos descaminhos da bola. vibro muito quando venço e me entristeço quando perco.

a alegria é mais duradoura.
dura até o proximo certame.

já a tristeza se dissolve em 48 horas.

nunca briguei com ninguém por futebóis.

mas que eu gosto daquela lambança de estádio (sem violencia, obviamente)... ah, isso eu gosto.

saio de lá sem voz.

abração, poeta que, atualmente, é o campeão português.

desse seu amigo das geraes, o
roberto.

Primeira Pessoa said...

pablo,
cê é mineiro? de onde?
fico contente que tenha se identificado com as paisagens que rabisco aqui.

essa é minha grande recompensa.

abraço de um mineiro além (e aquém) das geraes,
o roberto.

Capitu said...

Meu Deus, tal é a quantidade de admiradores que você tem. Fico até meio sem jeito. Vocês escrevem muito. Eu sou mais sincopada de letras, não de pensamento (bom, às vezes... também).
Continue escrevendo, Roberto. Tou vendo que tem futuro no Brasil tanta letra ;)

Primeira Pessoa said...

ô, capitu...
o futuro pra mim?
to com quase 50 anos.,..rs
se nao aprendi até hoje, é difícil que aprenda...rs

tenho, isso sim, os melhores e mais gentis amigos que o afeto pode comprar.

e isso ja é meu "salário"...rs

suas palavras carinhosas fazem parte deste "soldo".

obrigadínho!

abraçao do
roberto.

Assis Freitas said...

Trem bão esse Zé Geraldo, como diria Dylan, e ribeirão e rio doce se consagram em mesmas águas. Por falar em água de corre na veia, tem muito sangue e poesia nessa tua crônica, que já li um montão de vezes. E como sou modesto em relação ao futebol, só adianto que me apelidaram de Maradona nos tempos da Ufba, décado de 80. Abraço desse futebolista humilde, irmãozinho.

Primeira Pessoa said...

assis,
se cê era o maradona da pituba, ou fui o coalhada do beco do onça...rs
tenho um amigo jornalista aqui nos eua, carlos borges, que torce apaixonadamente pelo vitória (primeiro time profissional que vi jogar, contra aquele que seria o meu cruzeiro).

zé geraldo é bacana, assis.
um cidadão genuíno. do bem.

abs,
roberto.

Capitu said...

Ué, 'ocê vive nos states? Está mal, isso. É muito felizardo por ter tantos amigos gentis assim. Viva feliz, mas não esqueça que Saramago se consagrou Nobel já bem entrado na idade.

Primeira Pessoa said...

ah, capitu...
mas saramago é vinho de outra pipa...rs
sim, vivo em new jersey desde 1984. e gosto muito daqui. da proximidade com nova york (em pouco mais de meia horinha tô no coração do mundo). e ainda tenho a tranquilidade da vida vivida em suburbio, no meio do verde.
então, tá tudo bão....rs
e você? em que parte de portugal (tenho um respeito e admiração, imensos, por seu país) vive você?

abração do
r.