Thursday, December 17, 2009

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... as palavras mordendo a solidão
são a grande razão, a única razão.
"
Eugenio de Andrade

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8 comments:

Magnolia said...

.....a boca sossegada onde apetece

navegar ou cantar, ou simplesmente ser
a cor dum fruto, o peso duma flor....

Primeira Pessoa said...

Belíssimo verso, magnólia.
Você, como sempre, garimpando preciosidades, embelezando a blogosfera.
Obrigado, amiga!
Abração do
Roberto.

Anonymous said...

O cão do inverno ferra o meu sorriso. Foi na ponte.
Eu estava nua e levava um chapéu com flores e
arrastava o meu cadáver também nu e com um
chapéu de folhas secas.

Tive muitos amores – disse – mas o mais formoso foi
o meu amor pelos espelhos.


Alejandra Pizarnik

De quando o silêncio é de ouro e se faz presente nos sonhos das palavras(tuas e dos outros)
Espelho, espelho, espelho.

Rute Braz.

nina rizzi said...

Eu-gênio, dos meus poetas preferidos.
Um beijo.

Primeira Pessoa said...

É um dos meus favoritos também, Nina.
Eugénio... tem muito de gênio da poesia... Faz por merecer o nome, né?
abração do Roberto.

Primeira Pessoa said...

Rute,
Acho Alejandra Pizarnik muito profunda, mas também muito triste.
E nós, que gostamos de poesia, temos, às vezes uma estranha vocação pra melancolia.
Às vezes, a melancolia me pega. Às vezes, eu dou um nó nela. Somos velhos conhecidos.

No ano que vem quero mais alegria e menos melancolia. E é o que desejo ao mundo.

Que em 2010 os espelhos da vida reflitam luzes mais claras, cores alegres, estradas largas, horizontes perfeitos e dias de sol.

Que os espelhos de 2010 reflitam em nós, alegria, felicidade, tranquilidade e sonhos realizados.

Por pouco, eu construía aqui um desses cartões de final de ano. (rs)
Enfim, resumindo tudo numa frase:
Que 2010 seja um ano azul, para todos nós.

Espelho. Espelho. Espelho.
Reflefindo o bem e o bom.

Abraço grande e admiração profunda do
Roberto.

LauraAlberto said...

L
Que fizeste das palavras?
Que contas darás tu dessas vogais
de um azul apaziguado?

E das consoantes, que lhes dairás,
ardendo entre o fulgor
das laranjas e o sol dos cavalos?

Que lhes dirás, quando
te perguntarem pelas minusculas
sementes que te confiaram?
Eugénio de Andrade

Obrigada Roberto!

Primeira Pessoa said...

Laura,
sou fã de Eugénio. Descobri tardiamente a poesia dele e é um dos meus favoritos. Escrevia com muita sensibilidade, manuseava as palavras com extrema habilidade e zelo.
Costumo dizer que Eugénio é o segredo mais "bem guardado" da literatura portuguesa.
Que o mundo descubra Eugénio.
Acho que você e eu estamos entre os que fazem as suas devidas partes.

Abraço de amizade do
Roberto Lima.