Friday, March 26, 2010

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Um Roqueiro de Ficha Limpa

Preciso parar com a mania de levar revistas masculinas para o banheiro.
Até já tentei, como explicarei a seguir. Mas, juro, não compro essas revistas para ver as moças peladas.
Faz tempo que não as adquiro para esse fim.
Compro pra ler as entrevistas e os artigos, que são muito bons, e pelo excelente trabalho editorial que realizam.
Sim, eu sei. Ninguém acredita. Minha mulher não acredita.
Desde a primeira namorada, esse tem sido um problema sério.
E esse, que julgo salutar, costume, já me fez passar por algumas situações embaraçosas.
Há não muito tempo, eu saía do mais íntimo dos redutos, e esbarrei com um conhecido pastor evangélico.
Na verdade, foi mais que um esbarrão. Foi uma “colisão”.
Ele, um pastor da velha guarda com fama de severo, tinha muita pressa de entrar no banheiro.
E eu tratei de colaborar o melhor que pude, apressando-me, vendo a maçaneta da porta girar nervosamente.
Acho que ali, na saída, ao vê-lo suando nas têmporas, é que matutei pela primeira vez na vida que, assim como qualquer um de nós, pecadores, pastores e padres também freqüentam banheiros.
E, assim como nós, pecadores, dependendo do que tiverem ingerido, estão sujeitos às intempéries intestinais.
Voltando ao episódio, colidimos violentamente, o pastor e eu.
E a revista masculina escorregou de debaixo do meu braço, caindo no chão com as páginas centrais escancaradas.
As páginas, e as pernas de uma conhecida atriz de televisão, que revelava aos homens comuns desse mundo, um tanto bom de sua cobiçada intimidade.
Num flash, recordei-me de ter lido em algum lugar sobre o cachê milionário recebido para posar para a revista.
Mas este detalhe, ali, em nada importava.
E eu e o pastor ficamos com cara de dois cowboys, cada um com sua respectiva arma na mão, olhando nos olhos do adversário, tentando adivinhar o próximo movimento.
Ele portava uma bíblia.
Eu, uma playboy.
Corremos os olhos pela fotografia colorida naquela fração de segundos, que nos pareceu - quero crer, também a ele -, uma eternidade.
Apressado em acertar as contas com sua barriga, ele só teve tempo de me passar um olhar severo, antes de bater a porta firmemente atrás de si.
Segundos depois ouvi o barulho característico de alguém que não estava bem dos intestinos.
Fui para minha sala, refugiei-me detrás da escrivaninha e fiquei naquele estado de espírito que oscilava entre o envergonhado e o já conformado, esperando a bronca dele.
E ele veio, mas não trouxe o sermão para o qual eu tanto me preparara.
Deve ter ficado constrangido com os sons inerentes à “natureza” humana, que ele sabia que eu escutara do lado de fora do banheiro.
Entrou em minha sala, falou de um evento em sua igreja e eu achei melhor não tocar no assunto da revista, ou tentar me explicar.
Estava de ótimo tamanho.
Enquanto ele falava, eu me prometia que, mesmo sendo a título de material de leitura para a duração “do procedimento” cabível (dar uma utilidade extra ao tempo consumido no banheiro), eu nunca mais levaria uma revista masculina comigo.
E durante muito tempo mantive a promessa, até que no outro dia apareceu alguém com uma revista destas na redação, e não resisti.
O entrevistado era Marcos Nasi, o polêmico vocalista do grupo Ira.
Nesta entrevista ele falava de sua trajetória na profissão de músico, gabou-se de ter namorado Marisa Monte e Marisa Orth, chamou o sertanejo Luciano de “anão de jardim” e contou “todas” as suas inconseqüentes rusgas com a polícia. Disse que nunca foi preso.
"Tecnicamente", pensei eu.
Nasi se esqueceu de um episódio ocorrido em Framingham, no início dos anos 90.
Episódio este, que relembro aqui:
Após um show do Ira no Ipanema ele ajudava e desconectar o equipamento da banda, quando se aporrinhou com um fã embriagado.
Pela ira do vocalista do Ira, o moço deve ter insistido para que ele cantasse uma música de Zezé de Camargo e Luciano.
Nasi estava possesso.
O roqueiro desceu do palco e já foi socando o pobre rapaz, que teve sangramento no nariz e não chegou a reagir.
Nocauteado, apenas chorou.
Alguém chamou a polícia e Marcos Nasi foi algemado e colocado dentro de uma viatura.
Carlos Silva, que trazia o Ira ao Ipanema, foi conversar com os policiais, enquanto eu, que nada tinha a ver com o peixe, limpava o nariz do rapaz com um maço de guardanapos de papel e tentava convencê-lo a não prestar queixa.
Na minha ignorância, isto poderia trazer-lhe alguns problemas, pois o agredido era um imigrante indocumentado.
A vítima não prestou queixa e Nasi pode voltar ao Brasil com o grupo no dia seguinte, sem nenhum problema.
Mas naquela noite eu não dormi.
Perdi o sono, arrependido por ter me envolvido na confusão.
No fundo do meu coração eu sabia que Marcos Nasi deveria ter passado a noite na cadeia e sido responsabilizado por sua agressividade. Ele não deveria ter ficado impune.
Em sua entrevista à revista masculina tantos anos depois, eu o vejo alardear que tem a ficha policial limpa. O que talvez seja verdade.
Mas, inocente, eu sei que ele não é.

*

A Música Que Toca Sem Parar:
Barão Vermelho, já não tendo Cazuza nos vocais, Down em Mim (Cazuza e Frejat)

29 comments:

Lou Vilela said...

Roberto,

Certa vez, enviei alguns documentos para a minha querida matriarca. O portador trocou os envelopes. Adivinha o que mamãe recebeu em mãos?! No dia seguinte, pedi para o dono do 'pacote' proceder as trocas. Soube que, sequer, trocaram um olhar. rsrs

Na época, isso rendeu uma crônica... se eu achar, sinalizo.

Bom texto, como sempre!


Beijos

Cosmunicando said...

e assim vamos conhecendo um 'cadinho mais dessas figuras cuja trajetória é pública (e portanto sujeita à nossa escrutinação...)
Gostei do modo como chegou na entrevista do Nasi (que 'nick' nefastamente sugestivo, sempre achei), passando primeiro pela fatídica questão do que interessa na playboy... rsrsrs
De fato ele merecia punição, e a gente sabe muito bem que no nosso país, ficha limpa nem sempre é sinônimo de inocência, infelizmente.
Parece que esta foi a semana dos rockeiros pisarem na bola, porque recebi um mail dizendo que Rita (a Lee) teria declarado à imprensa que não vota em Marina Silva porque ela tem cara de fome... vixi minino!
abração

Jorge Pimenta said...

Nem de propósito... Há dias havia um artigo/entrevista do José Luís Peixoto na revista Palyboy portuguesa. Enquanto deitava um olhar por cima dos cabelos teimosos que me pendiam da fronte, folheava procurando coleccionar os dados técnicos que me convidassem à compra. Não obstante a ligeireza com que desfolhava a revista (o que temia era tão grande quanto o que procurava), percebi que estava lá tudo: fotos fantásticas daquele que, para mim, é a estrela maior do firmamento das letras portuguesas do momento, uma mão cheia de páginas de uma entrevista cosida com linha de seda, caixas com frases à Zé Luís... E enquanto mantinha "um olho na burra e outro no cigano" decidira-me a descer do estrado e levar a revista. O primeiro passo ainda o dei, mas imediatamente estaquei, como que gelando o sangue por pensar no que passaria pela cabecita da bela rapariga que vendia tabaco, da avó que folheava a revista Lavores, da mãe carinhosa que segurava a sua pequena com a mão direita enquanto pedia pastilhas elásticas, ou mesmo dos meus filhos se tropeçassem, em casa, páginas meias com a Rotas e Destinos, a Caras, a PSM2, a Loud ou a Sábado, com a mais famosa das revistas do mundo...
Pousei-a no seu esconso, meti as mãos nos bolsos e, com algum desencanto na voz mental lá pedi desculpa ao Zé Luís, mas, sobretudo, a mim mesmo (por que não vendem páginas avulsas?...).

Um abraço, Roberto!

Primeira Pessoa said...

Lou,
não consigo imaginar o que possa ter ido parar nas mãos de sua mãe...
Mas deve ter sido uma situação punk pra caramba (rs).

fiquei rindo, perdoe-me, por aqui.

abração do
roberto.

Primeira Pessoa said...

Mercedes,
não presto atenção no que a maioria dessa turma fala. principalmente, não presto atenção no que caetano veloso diz. ou tem cantado, ultimamente.

mas confesso que adorei a parceria de rita lee com chico césar (Odeio Rodeio). achei que ela teve "colhões" de se assumir preconceituosa (no final do dia, embora não assumamos, cada um carrega o seu) ao não conseguir escutar música sertaneja.

questão de preferencia, ou não, admirei sua coragem de cantar e gravar algo assim. mas estávamos falando de preferencia musical...

o que não é o mesmo que chamar o sertanejo luciano de anão de jardim, concorda?
ninguém escolhe, ao nascer, a estatura física. mas pode se agigantar, vida afora, com atitude, trabalho... fazer-se respeitado...

marcos nasi pode ter comido marisa monte e marisa orth (faltou ele ter dito que tinha namorado a primeira dama, também marisa... afinal, o lance dele é alardear relacionamento com marisas famosas, né? rs)...

mas ele está longe de ser um cavalheiro. (quem beija não conta, esse é o primeiro mandamento)

acabei me enrolando todo... rs

marina silva tem a cara mestiça do brasil. já rita lee jones, é tão americana quanto barrack obama, outro mestiço...

e é melhor eu parar por aqui.

beijão,
roberto.

J. said...

Tá, é realmente difícil acreditar no papo de que é só pelas reportagens e entrevistas. Mas tudo bem. Eu também leio a Playboy (apesar de, na própria revista, estar escrito que ela é masculina). Leio e vejo as fotos. Sou fotógrafa, então a qualidade das fotos muito me interessa.

E achei engraçada a história do pastor. Mas todo mundo é gente, né, independente do que faz.

Beijos.

Primeira Pessoa said...

jorge, meu poeta favorito no norte de portugal...
não tem que pedir desculpas...rs


nem ao peixoto, nem a ninguém. e muito menos a si próprio.
(to daqui, imaginando a cena, e a cara de dois de paus que você deve ter ostentado...rs)

essas "saias-justas"nos deixam mais descolados na vida. e disto eu nào tenho dúvida.

o abraço de sempre, do seu amigo

Roberto.

Sylvia Araujo said...

Da mania de adquirir e levar como companhia para o banheiro revistas masculinas, passando pela colisão com um pastor e suas manifestações intestinais, indo parar na ficha policial limpa do nada inocente Irado Nasi, você me deixou completamente atada às suas palavras. Dom invejável esse seu, Roberto. Magníficas linhas, sempre.

Meubeijopravocê

Primeira Pessoa said...

Juliana,
se eu, embora sendo editor de uma publicação, não consegui convencer NINGUÉM de que é pelas entrevistas que lia a Playboy, não a tentarei convencer de minhas reais intenções. rs

Mas acredito (rs) que você, fotógrafa, folheie essas revistas só para ver a qualidade das fotos...

que situação, meu jesuscristim...

beijão do
Roberto.

Primeira Pessoa said...

Sylvia, você e seu dom de ser gentil.

Com você aprendo um tantão, acredite em mim.

Abração do
Roberto.

líria porto said...

pois eu acredito em ti - também gosto de algumas coisas nestas revistas - e não são as mulheres peladas!!

a tal caras (preferia a bundas) no salão de beleza me serve de apoio - enquanto faço as unhas, resolvo palavras-cruzadas - isso me afasta dos papos furados - tem também uma página com frases interessantes.

ah... ninguém é inocente, menos ainda o pastor... ele fica com 10 por cento do salário daqueles pobres diabos! e quem proclama que é bom de sela demais, cai do cavalo...

bão é nóis, pecadores declarados!

besos

Primeira Pessoa said...

Líria,
como diria o Ziraldo: Quem mostra a bunda na caras, não mostra a cara na Bundas"...rs

pena que acabou.

eu continuo lendo a revista de mulher pelada embora seja a mais pura verdade'... pelas matérias...rs ... obviamente, pelos artigos... pelas entrevistas... rs

pecadores, sim...rs
nós e eles.

Primeira Pessoa said...

ah, so uma coisa...
tenho um amigo querido que publicava as frases dele na caras. vou te mandar um livro so com as frases dele...

geniais....
vou levar pra voce, autografado, como deve ser...
e pode cobrar.

Juliana Vinagre said...

Érre,

Confesso que não pude me furtar de imaginar a sua expressão no exato momento em que a mulher na revista se abria pra você e para o Pastor...rs... E olha, garanto que ele ganhou o dia.
Quanto ao episódio com o Nasi... não carecia de perder a noite de sono não...
Cê cuidou de um bêbado agredido e o livrou de possíveis complicações por sua situação ilegal no país.
Isso já lhe rendeu um cantinho no céu... ;o)

Beijo procê Érre... tô sempre passando por aqui pra tomar um cafézinho... e como já te disse, saio sempre melhor do que cheguei.

Diubs

Primeira Pessoa said...

comeu uma broínha de fubá, diubes?
comeu uma fatia de frescal?
e pão de queijo? comeu? rs

diubs, essa casa é sua.

beijão,
R.

Juliana Vinagre said...

Comi... e ainda tomei uns "golo" de Mate-Couro.
E antes de sair, outro de cachaça, que eu não sou de ferro.
E como bem disse a Líria lá em cima, eu também de inocente não tenho nada...rs... pecadora declarada desavergonhada graças a Deus...

Primeira Pessoa said...

diubs,
cê vai adorar a líria.
ela é das nossas... bebe pinga, também...rs

eu to fazendo um risoto, to sozinho em casa... kiko me chamou pra ir ao cinema, mas deu o bolo... nos falamos ha pouco ao telefone e ele, com pena de mim, resolveu passar aqui pra uma garrafa de chardonay (to com uns bão na minha adeguinha) e me ajudar a trucidar o arroz de frango... (que ta ficando bão... modéstia às favas)..
beber sozinho é um cu!

beijão,
R.

Lara Amaral said...

O que tem de famoso com ficha limpa graças a sua cara conhecida e lavada, não é brincadeira, rs...

Beijo, ótimo fim de semana para vc!

Primeira Pessoa said...

... e essa é apenas a ponta do iceberg, larinha...
caras conhecidas e des-lavadas...

to foríssima dessa gente...

beijão,
roberto.

LauraAlberto said...

Hihihihihihhi!
Barrigada, não só a sua crónica como os comentários!
Bom fim de semana para todos!

Aproveito para partilhar que um dia dei por mim, cheia de coragem, a comprar umas revistas/jornais masculinos, para forrar uma parede de um cenário de uma curta-metragem onde trabalhei. Mas agora imagino o que deve ter pensado o dono da banca de revistas, hihi!
Beijos
Laura

Assis Freitas said...

Interessante brother Roberto termos o mesmo ponto de vista em relação a essas revistas tipo Elela, Playboy, Penthouse, Sexy. O encantamento se dá justamente pelo design gráfico, o enquadramento das colunas, a qualidade de papel e impressão, e principalmente, pelos tipos das letras, fantásticas. Fico atento a todos esses detalhes quando as folheio. A leitura do editorial, das notas de redação, e os "olhos" das entrevistas vem a seguir. Geralmente o lead das matérias são sensacionais. Quase não visualizo as fotos. Pena que ninguém acredite, mas eu juro é verdade. E repito se eu gostasse de pornografia era assinante da Veja. Abraço desse brother que se sente descomprendido.

líria porto said...

cu é pouco - tem nada pior que beber sozinho...

adoro arroz e queijo - risoto - hummmmmmm

a diubs vai me adorar mesmo (risos) - nem que seja na marra! kakakka

oba - o livro com as frases - esquece não!

Primeira Pessoa said...

assis,
"se eu gostasse de pornografia eu lia a veja" é uma das frases mais felizes e verdadeiras que li em 2010.

matou a pauladas!

a assim, mano véio, seguimos, você e eu, numa canga (de carro-de-boi), incompreendidos e, ainda por cima, com fama de punheteiros (rs)...

fazer o que?

bom domingo, poeta!

abração do
Roberto.

Primeira Pessoa said...

laura,
ela pode ter pensado:
- essa moça é uma ninfomaníaca, viciada em pornografia e hoje vai ter uma overdose de sacanagem...

garanto, no entanto, que, isto aqui abaixo, ela não pensou:

- essa moça está comprando estas revistas para forrar a parede de um cenário para um documentário...rs


bom domingo!
beijão,
Laura.

Primeira Pessoa said...

líria,
meu risotim num é fraco não, sua boba...
eu cozinho até diretinho...
ontem à tarde fizemos um rango de lenhador por aqui:
uma banda de leitoa no forno (leitoinha mês... nem leitãozim... nem porca.... e ficou marinando de um dia pro outro)...

arroz branco... feijão... salada de fiotim de rúcula (aquela ruculinha) numa emulsão de vinagre balsamico...
e vinagrete de tomate... (putz.. pra comer um trem pesado desses... tem que ter muita "acidez" pra acompanhar... pra ajudar na digestão...

bebemos duas caixas de quilmes (daquele tamanho "pilsen"), a cerveja do proletariado argentino (rs) e que eu adoro.
e uma cachacinha (antes e durante) da fazenda do josé de alencar, presente do tadeu martins.

aliás, tadeu disse que era a pinga que o lula bebia e eu pensei: será que lula é cachaceiro ou pinguço?
e não é que a cachaça é boa pra caramba? desceu redondinha, sem queimar... e tem um perfume adocicado de madeira, bem no finalzim...

só ficou dois dedim no final da garrafa.

um absurdo: era comida pra umas dez pessoas.
quatro marmanjos detonaram... ficamos umas cinco horas à mesa...

de overtable?
necas de pitibiriba...
mas secamos uma garrafa de vinho do porto (de boa safra como "digestivo", que eu guardara pra uma ocasião especial... e ontem acabou sendo... especial... afinal, seus amigos te sentindo sozinho e aparecendo pra te fazer companhia, é sempre bão demais, né não?)...

e café... muito café.

cai na cama tipo 8 da noite.
acordei 6 da manhã, com um deserto na boca.

aliás, a boca com aquele gosto de "talba" de chiqueiro... manja?

e ressaca zero.
por increça que parível, acordei bem.

beijão dominical,
R.

ps: voce e a Diubs vão se dar bem demais.... essas mineirices abraçando vocês... tenho certeza.

Fernando Campanella said...

Difícil acreditar que seja só pelas excelentes entrevistas, rs, como disse o J. Mas,enfim, crônica muito bem costurada, vc tem o dom de dar aquele toque no cotidiano, ah, isso é dom de um bom cronista mesmo, tinha me esquecido, rs....

Grande abraço.

líria porto said...

apois - tive inveja dos teus amigos!
trem bão quando agente junta, né?
besos

ah, vou a ouro preto na quarta-feira - pra conferir os tapetes coloridos que forram as ruas na semana-santa - vamos??

*

Primeira Pessoa said...

fica com inveja não...
o seu ta guardado.... a gente vai se ver em breve aí em bh...

e que não demore muito...
zé pãozim ja botou a cerveja pra gelar...rs

é sério... que eu vou, eu vou.
ainda não sei quando. e vai ser uma farra igual, ou maior.

ouro preto?
ah, trucida, líria...
cê sabe que eu adoro esse lugar.

beijão,
R.

Primeira Pessoa said...

fernando,
to igual ao assis: se fosse pra ler pornografia, assinava a Veja...rs

beijão, poeta.

bom demais te ver por aqui.

R.