Friday, January 15, 2010

.












Com rios
com sangue
com chuva
ou orvalho
com sémen
com vinho
com neve
com pranto
os poemas
sempre
são
papel molhado


Mario Benedetti

16 comments:

Lou Vilela said...

Ora ora... que bela definição! ;)

Abraços

líria porto said...

viciei nocê... rsrs
não passo um dia sem dar um pulo aqui!

esse mário benedetti, os zoinho dele - os versos - ô deus!

besos e obrigada, amigo!

Primeira Pessoa said...

ele é tão bonitinho, né, Lou?
gosto das coisas dele.
simplicidade e profundidade.
essa é a receita de sofisticação de MB.
defini?

who cares?!

abração do

R.

Primeira Pessoa said...

líria, cê conhece o mário?!
rs
eu conheço o mário...
aqueles zoím (mineiro tem problema com os plural, né?)... aqueles versim... aqueles tantos mários...
eu conheço o mário...rs


adoro o mário.
e adoro você.

e eu tambem to viciado em LP. não fico um dia sem te ler, sabia?


eu sei.

beijão do fã,
RL.

Assis Freitas said...

então vamos molhar os papeis, subverter as normas, inverter as formas, quem sabe dá em alguma poesia. abraço

Analuka said...

Delicioso poema!!! Um brinde à poesia, à palavra, ao pão, ao amor e à Vida! Agradeço pela visita, pela gentileza do comentário, e aproveitarei para linkar teu blog lá no meu. Abraços alados e um ano novo pleno e intenso, de emoções profundas, para ti e os teus.

Paulo Jorge Dumaresq said...

Papel molhado que conforta nossa alma e torna a vida menos dura na Terra. Grande Benedetti. Obrigado, Roberto.

nina rizzi said...

essa rasgação de seda aí em cima não é sem sentido. eu que não passo um dia - com excessão dos domingos que as lans estão fechadas - sem ler os dois.

ah, e o benedetti é o cara. fico a imaginar os zóim.

beijo pros três.

Primeira Pessoa said...

assis,
já deu em poesia.
acho que toda forma de amor é poesia.
e amizade é uma das formas mais purificadas de amor.
poetemos, abraçados, pela vida.

Roberto.

Primeira Pessoa said...

Analuka,
seja bem vinda a esse cantinho. Vi suas coisas em seu blog, vi o s seus quadros, tudo bordado com sensibilidade e esmero.
Volte sempre por aqui.
Sua presença me deixa feliz.

Abração do
Roberto.

Primeira Pessoa said...

Paulo,
o grande barato de ter feito este bolog é a possibilidade que estou de conhecer pessoas fantásticas, sensiveis...
Olha, se eu fechar o boteco hoje, já terá valido a pena.
E viva a poesia!

Abração desse seu novo amigo, o
Roberto.

Primeira Pessoa said...

Nina,
cê ta se referindo à Líria e ao mario. né?
e eu não passo um únicop dia sem ler vocês três... rs

vai faltar seda na cidade....

beijão do
R.

Sofia Aguarela said...

É, toda a poesia é feita de alguma água, realmente.
Lágrima e chuva também criam poemas.

Não conhecia o Mário. Obrigada, Roberto :)

Sofia.

LauraAlberto said...

"Todo o tempo é de poesia,
desde a arrumação do caos
à confusão da harmonia."
António Gedeão

Iara na Janela said...

Rasgo seda junto!

Adoro vir aqui e encontrar sempre boas surpresas...o Mário, por exemplo, que não conhecia...

Beijão!

Primeira Pessoa said...

Iara, então, lá vai outro do mário... "aquele"...rs

***

EM PÉ


Continuo em pé
por pulsar
por costume
por não abrir a janela decisiva
e olhar de uma vez a insolente
morte
essa mansa
dona da espera

continuo em pé
por preguiça nas despedidas
no fechamento e demolição
da memória

não é um mérito
outros desafiam
a claridade
o caos
ou a tortura


continuar em pé
quer dizer coragem

ou não ter
onde cair
morto



***

Bom sábado pra nós.
Beijão,
R.